Navegação

Menu Skip link

Funcionalidade principal

EUA contam os mortos e procuram entender...

Manhattan vive clima de pós-bombardeio

(Keystone)

Um dia depois dos atentados terroristas em Nova York e Washington, autoridades americanas avaliam os estragos, contam as vítimas, investigam responsabilidades, prometem revide e procuram restabecer condições de uma vida normal. O número de vítimas é avaliado entre 10 e 20 mil...

Só o ataque do avião que espatifou contra ala do Pentágono, em Washington deixou cerca de 800 mortos. Nos escombros do World Trade Center em Nova York, em que o ataque derrubou as duas torres de 110 andares, teriam perecido uns 300 bombeiros e 85 policiais.

"Ato de guerra"

Em discurso à nação, o presidente norte-americano, George W. Bush descreveu o ataque como "ato de guerra", falou de luta entre o bem e o mal e prometeu castigo para os responsáveis.

A Europa Ocidental, solidária com os Estados Unidos depois de condenação unânime dos atentados, prometeu ajuda na identificação dos criminosos para que não fiquem impunes. Os serviços secretos de vários países estão em ação.

Promessa de revide

O governo norte-americano invocou a cláusula de defesa mútua (art. quinto) do tratado da fundação da OTAN, aliança militar ocidental, criada em 1949. O artigo reza que um ataque a um país membro é considerado ação contra o conjunto dos países da aliança.

É mais uma indicação de que o governo de Washington, com respaldo de 95 por cento da população que pede revide aos ataques terroristas, deva preparar ofensivas contra países envolvidos com responsáveis pela catástrofe. A promessa de vingança figura em discursos do presidente Bush e do secretário de Estado, general Colin Powell. Este indicou que ela serã proporcional ao ataque sofrido.


Suíça solidária

A Suíça, (onde presidente Moritz Leuenberger havia destacado na terça-feira "a nova dimensão do terrorismo internacional"), expressou também solidariedade com o povo norte-americano hasteando a bandeira do país a meio pau e realizando celebrações religiosas, em particular na capital Berna com um culto reunindo católicos e protestantes e em Genebra onde foi realizada uma cerimônia ecumênica.

Em Nova York a vida se normaliza

No centro financeiro norte-americano a vida se normaliza mas com dificuldade. Manhattan, onde ocorreu o drama, continua bastante isolado e o trânsito é muito limitado. Uma das preocupações do momento é salvar os feridos.

CIA e FBI na pista dos terroristas

Os serviços secretos norte-americanos, criticados por nada terem previsto para impedir a calamidade, já apontam pistas que podem levar aos criminosos. Dizem que identificaram 5 suspeitos, sendo dois originários dos Emirados Árabes Unidos. Um deles, piloto experiente. Os serviços secretos afirmam também terem encontrado indícios (manuel sobre pilotagem em árabe) num carro encontrado em Boston que fora utilizado pelos terroristas ou alguns deles.

A pista Ben Laden

A pista que tem sido privilegiada é a de Oussama ben Laden, o milionário saudita, protegido dos talibans afegãos, suspeito de graves atentados anti-americanos há quase 3 anos. O grau de preparação dos ataques de terça-feira exige know-how e muito dinheiro, é a justificativa mais avançada.

O próprio ben Laden, que felicitou os autores dos atentados, nega qualquer envolvimento no crime.

O irmão do suspeito, Yeslam Bindin (grafia mais correta, segundo ele), que vive em Genebra há quase 30 anos e conseguiu passaporte suíço em maio, repudiou os atentados. Yeslam é um dos 52 irmãos e irmãs de Ousama, todos filhos de um próspero empresário saudita do setor da construção "casado" com 10 mulheres.

Relatório suíça identificara perido há 3 anos

Os atentados em Nova York e Washington foram imensa surpresa para os Estados Unidos e para o mundo. O chamado "Relatório Brunner" do nome de ex-embaixador suíço nos Estados Unidos (Eduard Brunner) já havia advertido em 1998 que os ataques terroristas, o crime organizado, as catástrofes naturais e as tecnologias transfronteiriças são as principais ameaças à serem levadas em conta em nova política de segurança. (Veja abaixo).

Enquanto os Estados Unidos enterram seus mortos, a União Européia observou um dia de luto na sexta-feira, com 3 minutos de silêncio ao meio-dia, hora local.

swissinfo com agências.

×