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Logo da Petrobras, no dia 2 de junho de 2015, em Paris

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A Polícia Federal (PF) prendeu nesta sexta-feira um ex-executivo da Petrobras acusado de desvio de dinheiro na aquisição de um poço de petróleo no Benim, África ocidental, em uma ramificação da Operação Lava Jato.

O ex-banqueiro, que teria atuado como cúmplice, deve se entregar às autoridades durante a tarde, declarou a PF.

"A ação policial tem como alvo principal a investigação de complexas operações financeiras realizadas a partir da aquisição pela Petrobras de direitos de exploração de petróleo em Benim/África, com o objetivo de disponibilizar recursos para o pagamento de vantagens indevidas ao ex-gerente da área de negócios internacionais da empresa", indicou a PF em um comunicado.

Outras cinco pessoas foram detidas na operação. Todas poderiam ser acusadas de corrupção, fraude em licitações e evasão de divisas em operações realizadas por meio de contas bancárias na Suíça e nos Estados Unidos. Entre 2011 e 2014, teriam recebido mais de sete milhões de dólares.

Deste montante, US$ 5,5 milhões estavam destinados ao então gerente da área internacional da Petrobras, Pedro Augusto Cortes Xavier Bastos, e a José Augusto Ferreira dos Santos, proprietário do banco BVA, que se declarou em falência em 2014.

O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima explicou em uma coletiva em Curitiba que parte desses pagamentos provavelmente era destinada a Eduardo Cunha.

Estes procedimentos são realizados em um contexto difícil do país, depois da divulgação na semana passada de uma gravação na qual o presidente Michel Temer parece dar o seu aval ao empresário Joesley Batista para comprar o silêncio de Cunha.

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AFP