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Exportações de biscoitos suíços se esfarelam

As exportações de produtos de panificação duráveis, como estes Willisauer Ringli, caíram 8,5%. Keystone

Diminuição das exportações, aumento das importações: a situação é sombria para os confeiteiros e fabricantes suíços de biscoitos, diz a federação Biscosuisse, que está exigindo uma ação política.

Este conteúdo foi publicado em 13. novembro 2020 - 12:15
swissinfo.ch/fh

As exportações de produtos de confeitaria como caramelos, amêndoas revestidas de açúcar e confeitos de geléia de frutas caíram 11% nos primeiros nove meses de 2020, enquanto as vendas domésticas caíram pouco menos de 10%.

As exportações de produtos de panificação de longa vida, tais como biscoitos e produtos semi-acabados, caíram 8,5%, enquanto as vendas internas dos fabricantes foram ligeiramente mais altas do que em 2019.

A culpa da pandemia de Covid-19 foi apenas parcial, disse Biscosuisse na quinta-feira (12).

"A combinação de tarifas para matérias primas agrícolas processadas e regulamentos 'Swissness' está se mostrando cada vez mais um obstáculo para a Suíça como um local de produção", reclamou.

Para se qualificar como "Swiss Made" ou para ostentar a cruz suíça, os produtos devem preencher dois critérios: devem ser fabricados na Suíça, e 80% de seus ingredientes ou materiais devem ser feitos no país (como exceção, o chocolate só tem que ser fabricado na Suíça; os cacaueirais não precisam ser cultivados em estufas suíças).

Biscosuisse critica, por exemplo, a regulamentação em torno da declaração da origem dos ingredientes, que diz se desviar da legislação da UE.

A federação dos produtores diz que é necessária uma ação política rápida para deter a tendência negativa, incluindo uma iniciativa de desregulamentação.

Responsabilidade corporativa

Biscosuisse - que representa um setor com 3.305 funcionários - também adverte contra a iniciativa que pretende responsabilizar as empresas, que os suíços votarão em 29 de novembro. A aceitação desta iniciativa resultaria em um aumento ainda maior dos custos, afirmou, salientando que matérias-primas como a goma arábica são importadas de países africanos.

As novas obrigações de responsabilidade da iniciativa também se aplicariam às pequenas e médias empresas e tornariam a produção ainda mais cara devido aos processos de monitoramento necessários, disse a federação.

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