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Família suíça fabrica guitarras elétricas

O «Swiss Made», orgulho do relojoeiro... e do guitarrista!

(swissinfo.ch)

Um apaixonado por guitarras elétricas, um pai relojoeiro e um amigo marceneiro se associaram e começaram a produzir, em 2007, as guitarras e baixos Duvoisin, «Swiss Made».

No ateliê de Saint-Blaise, pertinho de Neuchâtel, oeste da Suíça, concretizou-se uma bela aventura musical, técnica e familiar.

Gilles Duvoisin gosta de rock e tem uma loja de instrumentos em Sait-Blaise, pertinho de Neuchâtel. O pai dele, Jacques, e relojoeiro e restaurandor de obras de arte. Os dois se entendem como pai e filho. Pai e filho se entendem quando sabem se apreciar se estimar os pontos comuns e não as diferenças.

Guilles vende guitarras, conserta-as etc. Surge então a idéia de construir, por prazer, um instrumento de A a Z, idéia ampliada para uma série. "Na época, Gilles ainda morava na casa dos pais, conta seu pai. Portanto, conversamos bastante e decidí ajudá-lo. Tudo aconteceu muito naturalmente!"

Madeira...

Três anos de pesquisas e testes até que em junho de 2007, a primeira série de instrumentos Duvoisin foi colocada à venda: 15 guitarras e 4 contrabaixos. Características aparentes: uma forma original desenhada por Gilles para as guitarras, baixos desenhados por Jacques e madeira, unicamente madeira.

Madeiras exóticas mas também madeiras suíças - nogueira, cedro, pinho, entre outras. Agora eles são três (com pai e filho Duvoisin, veio o marceneiro e músico Didier Coulet) e o objetivo é passar a utilizar somente madeira suíça.

Quando se vê guitarras de maéria sintética e até sem corpo, a escolha da madeira é realmente importante? "A madeira tem uma incidência, mesmo se é o microfone que pega o sinal e que dará o som à guitarra", constata Gilles Duvoisin, bom de ouvido apesar do cargo de guitarrista no "Atomic Shelters", um grupo de punk-rock.

... e idéias

O objeto é bonito, não tem dúvida. Mas onde a aventura torna-se particularmente interessnte é que, ao associar o conhecimento do pai relojoeiro à experiência de guitarrista do filho, várias idéias técnicas surgirão. «Rock around the Clock», diria Bill Haley.

Exemplos? Como obter um braço mais fino que o das outras marcas sem correr o risco que ele quebre com a tensão das cordas? Modificando a estrutura e o posicionamento do «truss rod», o reforço de metal que atravessa o braço do instrumento.

Como permitir aos artistas, que começam o espetáculo na obscuridade total, posicionar corretamente os dedos no braço - parece absurdo mas todos os músicos já tiveram esse tipo de problema! Integrar ao instrumento pontos luminosos, constituídos de pigmentos fluorescentes diretamente inspirados da relojoaria. Fabricantes americanos e franceses já estão interessados ...

"Disse que podíamos trazer nosso conhecidmento de relojoeiro suíço, a preocupação com o detalhe e a precisão, com cordas bem baixas para um toque mais fluído. O resultado é um instrumento mais fácil de tocar do que uma Strat ou uma Les Paul", explica Gilles, referindo-se aos dois modelos mais célebres de guitarra elétrica.

Alta qualidade

Duvoisin & Co tarbalha em série e sob medida. Os instrumentos são vendidos a um preço médio de 5.500 francos suíços. Não são portanto destinados aos roqueiros debutantes.

A intenção é permanecer no segmento de alta qualidade. "Mesmo se vamos tentar reduzir custos para vender um pouco mais barato, não faremos concessões à qualidade do braço nem confecção da parte em madeira", adverte Jacques.

Os Duvoisin querm manter o "Swiss Made". Em matéria de guitarra elétrica, só eles têm esse privilégio. Eles vão inclusive reforçá-lo brevemente com um produto 100% suíço.

Um acordo foi assinado dias atrás com a Alta Escola de Engenharia do Jura, que vai produzir toda a parte eletrônica dos instrumentos. Por sua vez, o Liceu Técnico de Saint-Imier (região relojoeira no cantão de Berna) partipará da concepção e realização de novidades mecânicas (bridge, truss rod etc.)

Como será o futuro do ateliê Duvoisin & Co? Venda local ou internacional? Ainda não dá para saber. Por enquanto, o site internet é o principal cartão de visita ou de boca a boca.

Enquanto isso, que artista os Duvoisin pai e filho sonham em ver entrando no ateliê? Para Jacques, Chuck Rainey, baixista de estúdio que tocou notadamente com Louis Armstrong, Aretha Franklin, Ray Charles, Joe Cocker, Marvin Gaye... «Kirk Hammett», responde Gilles, depois de hesitar um pouco.
Metallica ou Chuck Rainey e, Saint-Blaise, porque não? David Bowie veio anos atrás, na época em que existia o «Backstage Studio»...

swissinfo, Bernard Léchot

Duvoisin & Co

Gilles Duvoisin: nasceu em 1982, dono de uma loja de guitarras (Ace Guitars) ao lado do ateliê, é especialista de regulagem, elementos eletrônicos e ajuste de instrumentos. Também é guitarrista do grupo «Atomic Shelters».

Jacques Duvoisin: nasceu em 1951, é relojoeiro e restaurantes de objetos de arte antigos, saber que ele aplica atualmente no ateliê de instrumentos. Gosta de contrabaixo, "pensa e organiza o futuro de Duvoisin & Co».

Didier Coulet: nasceu em 1973, é especialista em madeira. Toca saxofone e guitarra.

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Informações práticas

Duvoisin & Co, rue de Neuchatel 2a, 2072 Saint-Blaise.

Preço de uma guitarra ou de um baixo: 5.500 francos suíços, em média, dependendo das exigências do cliente. Um modelo um puco mais simples custa 4.500 francos.

Prazo de entrega: três meses.

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Um pouco de história

1931: A primeira guitarra elétrica manufaturada é de autoria de um suíço-alemão que emigrou para Los Angeles: Adolph Rickenbacher. A marca Rickenbacker (o 'ch' virou 'ck') ainda é uma referência entre os músicos.

As guitarras elétricas são iniciamente «hollow bodies» (com caixa de ressonância oca). Uma das primeiras «solid body» (corpo cheio) foi invnetada pelo guitarrista americano Les Paul no início dos anos 40.

o eletricista e fabricante de amplificadores Leo Fender fabricou o primeiro modelo «solid body» em 1950: a Fender Telecaster.

Nos anos 50 surgiram novos modelos que continuam a ser atualizados, em particular a Fender Stratocaster (1954) e a Gibson Les Paul (1958).

Depois dos Estados Unidos, vários países produziram quitarras elétricas: Itália (Eko), Alemanha (Höfner, Hoyer), França (Leduc, Vigier, Lag) e Japão (Ibanez, Yamaha).

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