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Favorito é eleito presidente do COI

Na presidência do COI, Jacques Rogge torna-se o dirigente mais poderoso do esporte

(Keystone)

O médico belga, Jacques Rogge, 59 anos, vai dirigir o Comitê Olímpico Internacional nos próximos 8 anos. Ele foi eleito pelos membros do COI, reunidos em Moscou. Rogge era o candidato favorito do já ex-presidente Juan Antonio Samaranch.

Nos próximos 8 anos ou talvez 12 anos, Jacques Rogge será o homem mais poderoso do esporte mundial. O mandato é de 8 anos mas uma reeleição é possível por mais 4.

E, seu primeiro discurso, o médico belga convidou os outros 4 candidatos a trabalharem com ele no Comitê Olímpico Internacinal. Depois entregou a medalha de ouro da ordem olímpica, mais alta distinção do COI, a Juan Antonio Samaranch, eleito presidente de honra vitalício, depois de 21 anos à frente da entidade.

Três fatores explicam a eleição de Rogge, depois de uma campanha discreta mas eficaz. Primeiro, ele tinha o apoio, embora não declarado, de Samaranch. Segundo, presidia há 12 anos a Associação dos Comitês Olímpicos Nacionais Europeus. Por último, ele dirigiu a Comissão de Coordenação do COI para os Jogos Olímpicos de Sydney, ano passado, e a organização foi tida como a melhor de toda a história dos JO.

Jacques Rogge foi atleta de iatismo e participou de três olimpíadas (1968, 1972 e 1976), pela Bélgica. É membro do Comitê Olímpico Internacional desde 1991 e fala 5 línguas. Seu programa, declarado antes da eleição, é "consolidar, melhorar e fazer evoluir a herança Samaranch".

Promete também lutar "sem trégua", contra a corrupção, o doping, a violência e o racismo. A corrupção de membros do COI foi um fatores que abalou a imagem do movimento olímpico com as revelações para a atribuição dos JO à cidade americana de Salt Lake City (Estado de Utah).

O doping, cujo primeiro grande escândalo foi o do atleta canadense Ben Johnson, em 1986, vem afetando outros esportes a começar pelo ciclismo. É alvo também de acirrada disputa no COI pela atribuição da sede da Agência Mundial Anti-Doping, criada pelo COI. Várias cidades são candidatas, entre elas Lausanne, onde também está a sede do COI.

swissinfo com agências


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