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Federação suíça condena ciclista por doping

Condenado a 9 meses de suspensão, Virenque vai recorrer da decisão. Keystone / AP Photo

O ciclista francês Richard Virenque, uma das grandes vedetes do esporte, foi condenado a 9 meses de suspensão e 4 mil francos suíços de multa. Ele foi condenado pela Federação Suíça de Ciclismo (FSC) porque mora perto de Genebra, mas vai recorrer.

Este conteúdo foi publicado em 29. dezembro 2000 - 13:19

Depois de ter negado que se dopava durante dois anos, Richard Virenque confessou durante o processo na Justiça francesa, no mês passado. Alguns cartolas foram condenados mas Virenque foi inoscentado porque o uso de doping não é previsto no direito penal francês.

Restava portanto a sanção esportiva, tomada pela Federação Suíça de Ciclismo (FSC) porque Virenque mora perto de Genebra. Os 9 meses de suspensão vão de 1° de fevereiro ao final de outubro, privando o atleta das principais provas da temporada, inclusive a mais importante, a Volta da França.

"9 meses é uma sanção muito severa", afirmou sexta-feira o empresário de Virenque, depois da decisão da comissão independente nomeada pela FSC. Ele reiterou que o recurso ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), em Lausanne, "é muito provável".

O escândalo do doping no ciclismo profissional veio a público em 1998 quando a alfândega francesa prendeu um massagista belga, membro da escuderia Festina, com um carro cheio de produtos de doping. Sob mandado judicial, a polícia interveio na Volta da França e apreendeu material e atletas para interrogatório.

Três ciclistas profissionais suíços, membros da escuderia Festina, foram interrogados e confessaram que usavam doping. Alex Zülle, Armin Meier e Laurent Dufaux foram suspensos, cumpriram a suspensão e voltaram ao circuito.

Richard Virenque era a vedete da Festina e sempre negou usar doping até o processo na Justiça francesa, encerrado em dezembro. Agora, portanto, é a vez dele cumprir a suspensão.

O doping mais usado no ciclismo e a EPO (abreviação de eritropoietina), hormônio sintético que aumenta o número de glóbulos vermelhos no sangue, melhorando o desempenho, mas difícil de detectar.

O escândalo obrigou o COI, Comitê Olímpico Internacional, a adotar medidas urgentes contra a EPO. Nos Jogos de Sydney, pela primeira vez foram incluída a EPO nos testes anti-doping.

swissinfo com agências.

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