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Felipão: "Queremos chegar à final e vencer"

Luiz Felipe Scolari na coletiva em Dusseldorf, terça-feira.

(swissinfo.ch)

O técnico da seleção portuguesa, o brasileiro Luiz Felipe Scolari, nega que sua equipe esteja entre as favoritas ao título na Eurocopa 2008, mas garante que o objetivo é vencer o torneio que Portugal perdeu em casa há quatro anos.

Apesar de ter amargado a derrota para a Grécia na final da Eurocopa 2004, Felipão diz que não guarda sentimento de vingança em relação aos gregos. "Perdi porque eles foram melhores e tenho de reconhecer isso", afirmou às vésperas da reedição daquela final de triste lembrança para os portugueses, neste quarta-feira (26/03), em Düsseldorf, na Alemanha.

Embora evitasse falar de revanche, Scolari saiu na frente de seu colega Otto Rehhagel, o técnico alemão da seleção grega, em pelo menos um ponto: teve mais paciência com a imprensa e respondeu a perguntas durante meia hora. Rehhagel chegou atrasado e só ficou dez minutos à disposição dos jornalistas.

Scolari falou, entre outros assuntos, sobre a definição do plantel para o Euro, as deficiências da equipe na lateral-esquerda, a força dos adversários de Portugal na primeira fase da Eurocopa e a aceitação de seu trabalho pela torcida portuguesa.

O que parece irritar o técnico é a insistênica da mídia em classificar Portugal como equipe favorita ao título do Euro 2008 na Suíça e na Áustria.

"Eu já respondi vinte vezes que nós não somos favoritos. Somos uma das 16 equipes; quinze vão perder. Portanto, as possibilidades de nós obtermos o primeiro lugar são de 6,2%", disse na entrevista coletiva em Düsseldorf, na qual respondeu também às seguintes perguntas de swissinfo.

swissinfo: Como o senhor avalia os adversários de Portugal na primeira fase do Euro – Suíça, Turquia e República Tcheca? Vai ser um passeio para Portugal?

Luiz Felipe Scolari: Passear na Suíça, a gente pode vir passear. Mas para jogar futebol e dizer que vai ganhar hoje, é bem difícel. A Suíça tem feito uma renovação, a República Tcheca é uma constatação e a Turquia é aquela seleção que já em 2002 (na Copa do Mundo) ficou em terceiro lugar. Depois veio ao Euro, se classificou e fez uma renovação.

Então, nós vamos ter muitas dificuldades e, se passarmos, ótimo, atingimos um objetivo. Independe de passarmos com resultados de vitória ou empate. Se passarmos à outra fase, temos mais uma oportunidade de seguirmos em frente. E não existe nenhum desses quartro times que possa dizer que vai se classificar.

swissinfo: Em que o senhor confia mais para atingir um bom resultado na Eurocopa: em Nossa Senhora do Caravaggio, em Nossa Senhora de Fátima ou na qualidade de seus jogadores?

L.F.S: (Ri) Na qualidade do meus jogadores, sempre com a fé e acreditando que ela protege aqueles que se dedicam e que fazem por merecer. Mas não é ela que vai chutar a bola para dentro do gol.

Se a gente não fizer por merecer, a gente sabe que, sem fé, sem acreditar no nosso trabalho e sem fazer aquilo que nós temos que fazer, não adianta pedir. Se a gente pede alguma coisa a um ser superior, a gente pede com base naquilo que faz. Só pedir por pedir, não vai cair do céu, senão a gente pedia para ganhar na loteria. Vê se alguém ganha só pedindo. Tem que jogar.

swissinfo: Ganhando, tudo fica lindo. Isso o senhor disse certa vez em resposta a críticas à sua filosofia de jogo. Futebol de resultados e futebol-arte se excluem na sua concepção?

Não, não se excluem. Mas nós estamos no Euro, tentando chegar a uma final e ganhar a final. E se tivermos que ganhar a final de uma competição sem jogar com arte, vamos jogar sem arte e ganhar.

Agora, se pudermos acrescentar àquela vitória alguma coisa de qualidade, de beleza, ótimo. Mas, se não der, não deu. Vamos buscar o resultado. Futebol de beleza sem resultados é um futebol que não vale três pontos.

swissinfo: Quantos por cento faltam para Portugal estar preparado para a Eurocopa?

L.F.S: Portugal vai se preparar à medida em que receber os jogadores no dia 18 de maio. Até lá, os jogadores pensam muito mais em seus clubes do que com um envolvimento com a seleção. Mas quando o jogador vier no dia 18, ele vai estar totalmente envolvido com a seleção e aí o nosso número em percentuais vai crescer à medida em que nós formos trabalhando junto com esses jogadores.

swissinfo, Geraldo Hoffmann, de Düsseldorf (Alemanha)

Outros temas da entrevista

Time para o Euro

Eu tenho mais ou menos uma idéia, um núcleo, mas isso não quer dizer que eu não possa mudar. Dependendo da reação de A, B ou C nos jogos que ainda temos agora e nos jogos que ainda faltam pelos seus clubes, muitos que podem imaginar estarem seguros, podem não estar seguros. Vai depender muito da sequência de trabalho.

Dependência dos craques

Se nós não jogarmos sem o Cristiano Ronaldo, o Deco, o Nani, nós não somos uma equipe. Nós não podemos depender de A, B ou C. Nós temos de ter um grupo que nos suporte em determinadas situações em que esses jogadores que podem estar num momento espetacular, não estejam em condições.

Falta de lateral-esquerdo

Todos sabemos que, em Portugal, pouquíssimos atletas trabalham pelo lado esquerdo e são pé esquerdo. Mesmo nas categorias de base nós não os temos. Mas, mesmo que tenhamos falta de laterais-esquerdos, com pé esquerdo, com a dinâmica do esquerdo, eu estou muito contente com os jogadores que tenho testado nesta posição.

Modéstia à parte
Penso que 75% a 80% dos portugueses gostam daquilo que foi feito. Ou seja, desde que nós estamos em Portugal, Portugal tem estado em todas as competições. Uma vez ficou em segundo, as duas vezes em que participou de classificações, se classificou, e uma vez foi quarto colocado no mundial.

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