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FIFA continua a lavar roupa suja

Sepp Blatter e Zen-Ruffinen em agosto de 2000 Keystone Archive

Novo capítulo na briga entre Sepp Blatter, presidente, e Michel Zen-Ruffinen, secretário geral da FIFA. O n° 2 da entidade mantém acusações de corrupção contra o patrão e promete apresentar provas.

Este conteúdo foi publicado em 24. abril 2002 - 13:04

Zen-Ruffinen recebera, na segunda-feira, um sabão de Blatter que acusou de traição "alguém a quem considera, há 14 anos, como filho".

O presidente da FIFA referia-se a recentes declarações do secretário geral à imprensa denunciando "o sistema Blatter": acusações de compra de votos na sua eleição de 1998 e "várias irregularidades financeiras" nos 4 anos de mandato.

Blatter exigiu apresentação de provas até na tarde da terça-feira. Mas Zen-Ruffinen não apenas manteve as acusações, como também disse que vai levar as ditas provas ao Comitê Executivo da FIFA que se reúne dia 3, em Zurique.

Blatter na defensiva

Zen-Ruffinen distanciou-se de Blatter depois que o presidente da FIFA suspendeu, dia 12, a investigação interna de uma comissão que devia esclarecer a saúde financeira da entidade.

A comissão fora imposta em inícios de março por vários membros do Conselho Executivo - entre os quais o inimigo declarado de Blatter, Lennart Johansson, presidente da UEFA - na seqüência das falências do grupo de marketing da FIFA, ISL/ISMM, e do grupo alemão Kirch, detentor dos direitos da Copa do Mundo de 2002 e 2006

Sepp Blatter defendeu-se dizendo a comissão podia efetuar o trabalho, respeitando a esfera confidencial. E enfatizou que a FIFA não enfrenta problemas financeiros.

Seúl

A praticamente um mês da reeleição do presidente da FIFA, as denúncias fazem mal a um Sepp Blatter. As denúncias reforçaram a candidatura Issa Hayatou, concorrente ao seu cargo, quando de eleição dia 29 de maio em Seúl, capital sul-coreana. Hayatou, presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), apresenta-se como o candidato da transparência.

Na opinião dos observadores, isso não bastaria para elegê-lo. Sepp Blatter conta com apoios no mundo inteiro, inclusive na África, onde teria 23 das 51 votos. Mesmo assim, encontra-se em situação pouco confortável.

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