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Filho de Kadhafi não será mais processado em Genebra

Com a retirada da queixa, o procurador Daniel Zappeli deverá encerra o caso. Keystone

Os dois ex-empregados domésticos do filho e da nora do presidente líbio foram indenizados e retiraram a queixa por violência que haviam depositado em Genebra.

Este conteúdo foi publicado em 02. setembro 2008 - 18:16

Em julho, Hannibal Kadhafi e sua esposa Aline foram presos e indiciados em Genebra, depois da denúncia de maus-tratos, o que provocou uma crise diplomática entre a Suíça e a Líbia.

"De maneira livre, refletida e esclarecida, meus clientes decidiram retirar a queixa penal" contra Hannibal Kadhafi e sua esposa Aline, afirma o advogado dos ex-empregados domésticos do casal Kadhafi, François Membrez.

Bases não reveladas

Termina assim um caso de justiça que provocou retaliações contra suíços na Líbia e uma crise diplomática entre a Suíça e a Líbia, em que governo líbio chegou inclusive a ameaçar interromper o fornecimento de petróleo à Suíça.

O advogado disse que seus clientes, uma cidadã tunisiana e um cidadão marroquino, "foram corretamente indenizados", mas que fazia parte do acordo não revelar as somas. Precisou ainda que "seus clientes obtiveram uma permissão temporária de estadia na Suíça por razões humanitárias".

Parente desaparecido

Outra questão pendente é o desaparecimento na Líbia de um irmão do ex-empregado marroquino de Hannibal Kdahfi. O advogado François Membrez explicou que seus clientes "decidiram acionar o Alto Comissariado dos das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos, em Genebra, por desaparecimento forçado".

Hannibal Kadahfi e sua esposa estavam de férias em um hotel em Genebra e foram presos dia 15 de julho, depois da queixa dos dois empregados por violência.

Eles foram liberados dois dias depois, após o pagamento de uma caução de 500 mil francos suíços (312 mil euros), mas inculpados. Ambos haviam negado a prática de violência contra os empregados.

Em Trípoli, o governo líbio não escondeu seu desgosto e tomou uma série de medidas de represália. Além de chamar de volta o encarregado de negócios em Berna e de outras delegações oficiais que estavam em visita oficial à Suíça, o país também suspendeu a cessão de vistos para cidadãos helvéticos e a legalização de documentos.

Normalização

Dois cidadãos suíços também foram presos na Líbia sob diferentes pretextos e posteriormente libertados. Empresas helvéticas no país foram fechadas e os escritórios de algumas delas lacrados.

O procurador de Genebra, Daniel Zappelli havia excluído arquivar o processo por motivos políticos. O governo líbio chegou a ameaçar interromper o fornecimento de petróleo à Suíça, mas ele nunca foi interrompido.

O fator dos ex-empregados de Hannibal Kadahfi terem retirado a queixa abre a possibilidade de uma normalização das relações entre a Suíça e a Líbia.

swissinfo com agências

Parceiro comercial importante

A Líbia é o segundo parceiro comercial da Suíça no continente africano, atrás apenas da África do Sul. Ela pesa cerca de dois bilhões de francos.

O país também é o principal fornecedor de petróleo bruto da Suíça.

Em 2006, 48,8% das importações helvéticas de petróleo bruto vinham da Líbia, segundo informações da Secretaria Federal de Economia (SECO, na sigla em francês).

A balança comercial entre os dois países é favorável à Líbia.

Em razão do petróleo, as importações chegavam a 1,677 bilhões de francos em 2006, enquanto as exportações suíças para a Líbia não passavam de 240 milhões de francos.

A Líbia compra, sobretudo, máquinas, produtos farmacêuticos e agrícolas da Suíça.

Ao fim de 2007, os fundos líbios depositados nos bancos suíços chegavam a 5,784 bilhões de francos, segundo estatísticas do Banco Central Suíço (BNS).

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