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Futebol na Suíça está sob pressão dos hooligans

Fãs do FC Zurique lançaram tochas na torcida do Basiléia.

(Keystone)

Depois dos confrontos entre torcedores e a polícia em dois jogos do campeonato suíço, sexta-feira, a imprensa questiona se as medidas de segurança são eficazes, a um mês do início da Eurocopa.

Os confrontos, com um uso de gás lacrimogênio e balas de borracha pela polícia, ocorreram em Basiléia e Berna, duas das quatro cidades que sediarão jogos do Euro.

Em Basiléia, depois do jogo entre o FC Basiléia e o FC Zurique, os confrontos causaram 45 feridos. Em Berna, depois da partida entre o Young Boys e o Neuchâtel Xamax, a polícia usou balas de borracha para conter as brigas entre pequenos grupos de torcedores.

A direção da Associação Suíça de Futebol (ASF) afirma que trabalhou bastante para evitar esse tipo de situação.

"Está claro que uma pequena minoria de indivíduos, dois por mil em média, provocam incidentes que não conseguimos conter e que ultrapassam as competências de uma organização esportiva", declarou à televisão suíça TSR, o diretor da Liga Nacional, Edmond Isoz.

Para a próxima temporada do campeonato suíço - a atual só tem mais duas rodadas - estão previstas mais repressão e testes de identificação biométrica nas imediações dos estádios para identificar os torcedores violentos e proibí-los de entrar nos estádios ou de permanecer nas imediações.

Sobretudo no campeonato suíço

Esse problema de violência é limitado principalmente a certos jogos do campeonato suíço, afirma o Basler Zeitung. "Os que temem essa desordem durante a Eurocopa podem estar seguros de que cada estádio será transformado em zona de alta segurança", garante o jornal.

Alguns incidentes podem ocorrer mais provavelmente entre os torcedores que verão os jogos nos telões, as chamadas arenas, prevê o diário.

Nos estádios, durante o campeonato suíço, "um controle total é impossível, explipou ao jornal sensacionalista Blick Christian Kern, diretor do estádio da Basiléia. Isso levaria cinco minutos por pessoa, tempo longo demais".

"Para a Eurocopa, haverá um outro dispositivo de segurança. Estamos bem preparados, explica ao jornal Le Temps Ralph Zloczower, presidente da Associaçâo Suíça de Futebol. "Além disso, os torcedores das seleções nacionais serão mais pacíficos."

Por medidas urgentes

O público do Euro será diferente daquele do campeonato suíço, prevê Benedikt Weibel no jornal Sonntag. Entre os torcedores da Eurocopa haverá muitas mulheres e crianças, famílias inteiras, afirma o presidente da comissão organizadora do Euro 2008.

Para a imagem do país, entretanto, os acontecimentos de sexta-feira terão efeitos negativos, acrescenta o jornal. Até porque, ao contrário dos outros países europeus, a Suíça permanece um "caso particular" ao não adotar uma estratégia de tolerância zero.

"Discutir o problema não leva a nada", opina o Berner Zeitung. São necessárias medidas urgentes, como maior liberdade para a polícia, julgamentos imediatos, leis mais eficazes, penas mais duras. A bola está no campo dos políticos, da Justiça e dos clubes."

O Tages Anzeiger tem outra opinião. Os meios atuais são suficientes, falta uma aplicação estrita contra os baderneiros. Proibí-los de entre no estádio seria uma boa medida.

O Euro será diferente

Dito isto, o jornal de Zurique acha que o que ocorreu sexta-feira não se repetirá no Euro 2008. Somente os "ultras" croatas e poloneses acompanham as seleções.

Nos estádios, o público virá para participar. "Não deverá ocorrer violência, mesmo se ela nunca pode ser excluída - como sempre ocorre na reunião de grande multidões e quando o álcool está presente. Isso tem pouco a ver com futebol."

swissinfo, Pierre-François Besson


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