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G-8 coloca Suíça no cenário político mundial.

Ministro Pascal Couchepin encontra a nata da política internacional. Keystone

Governo suíço aproveita fim-de-semana do G-8 para realizar grande número de encontros bilaterais.

Este conteúdo foi publicado em 02. junho 2003 - 00:46

Em Lausanne, seis ministros suíços coordenaram dez conversações sobre vários temas, incluindo Iraque, crise no Oriente Médio e reféns europeus na Algéria.

"O encontro do G-8 é um bom investimento para a Suíça", declarou no domingo Pascal Couchepin, presidente e ministro do Interior da Suíça

Juntamente com os colegas ministros Micheline Calmy-Rey e Ruth Metzler, Couchepin havia acabado de encerrar no hotel Beau-Rivage os dois dias de encontro com países emergentes, também convidados para participar da reunião expandida do G-8 (os países mais ricos do mundo e a Rússia).

"Foi difícil de realizar mais, devido à agenda apertada dos governantes", explicou Couchepin. As discussões foram dominadas por temas como o Iraque, Oriente-Médio, a luta contra o terrorismo, turistas seqüestrados na Algéria, a política migratória, a ONU e as negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Iraque e ONU

No sábado ao meio-dia, o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan foi recebido por cinco ministros suíços. Apenas Kaspar Villiger e Samuel Schmid não estavam presentes. Os discursos evocavam sobretudo a reconstrução do Iraque.

O governo federal considerou “positiva” a nomeação do diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, atual titular do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, como representante especial da ONU no Iraque. Kofi Annan também recebeu a confirmação de que a Suíça participará da reconstrução do país.

O secretário-geral da ONU aproveitou a oportunidade para agradecer a Micheline Calmy-Rey, ministra das Relações Exteriores, pelo seu engajamento na organização de uma reunião para debater problemas humanitários, pouco antes do início do conflito iraquiano.

Conflito na Palestina

Pouco antes do encontro com Annan, Couchepin havia se encontrado com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita Abdallah. Os dois governantes discutiram sobre o conflito na Palestina.

Um dos pontos da discussão foi o plano de paz lançado pela Arábia Saudita em fevereiro de 2002 e sua integração ao plano internacional, que determina a criação de um estado palestino até 2005.

“O plano saudita é global, enquanto que o plano internacional define as etapas”, declarou o príncipe saudita.

Ainda no sábado, Joseph Deiss, ministro da Economia, teve conversações com o diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC) Supachai Panitchpakdi.

O impasse das negociações na OMC também foi um dos principais assuntos nas conversas realizadas entre Deiss e os ministros das Relações Exteriores do Brasil e do México.

Reféns europeus no Saara

“Sim, nós ainda temos esperança de encontrar os reféns suíços”, declarou Couchepin. O presidente da Algéria não deu, porém, nenhuma garantia de que os turistas ainda estejam vivos.

No domingo pela manhã, os ministros Couchepin, Calmy-Rey e Metzler encontraram-se com o novo presidente chinês Hu Jintao.

Apesar da pneumonia atípica ter sido lembrada, o assunto mais importante do encontro foram as relações econômicas entre os dois países. As questões dos direitos humanos e da pena de morte na China não foram citadas.

Refugiados africanos

O governo suíço aproveitou o fim-de-semana para reforçar seu diálogo sobre a questão migratória com o Senegal e a Nigéria.

Ruth Metzler, ministra da Justiça e Polícia, encontrou-se no domingo com os presidentes Olusegun Obasanjo (Nigéria) e Abdulaye Wade (Senegal).

Senegal havia recusado, no início de março, de assinar um acordo de trânsito com a Suíça, relacionado aos solicitantes de asilo político.

Pascal Couchepin em Evian

No domingo, Couchepin participou em Evian, França, da reunião do G-21, grupo que engloba os membros do G-8, dos países emergentes e africanos.

Os 27 chefes de Estado (g-8, a Comissão Européia, a presidência da União Européia, 12 países emergentes e africanos, o secretário-geral da ONU, os diretores do FMI, da OMC, do Banco Mundial e da Suíça) encontraram-se, sem suas delegações, para conversações fechadas no grande salão do hotel Royal Parc.

swissinfo com agências

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