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Garotos campeões do mundo voltam para casa

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Euforia no aeroporto de Zurique na chegada dos campeões.

(Keystone)

Os jogadores da seleção suíça Sub-17, campeões do mundo domingo na Nigéria, foram recebidos como heróis ao chegarem terça-feira (17/11) no aeroporto de Zurique.

Eles conquistaram o primeiro título mundial para o futebol suíço há décadas, mas começam os questionamentos acerca do futuro desses craques. "O mais difícil para eles vai começar agora", afirma, por exemplo, o técnico do Sub-20, Gérard Castella.

Os campeões do mundo desembarcaram em Zurique cansados mas sorridentes e, certamente, com a cabeça cheia de ilusões. Se alguns deles podem esperar uma carreira promissora, a maioria terá de lutar para se impor como profissional.

Hasruedi Hasler, diretor técnico da Associação Suíça de Futebol (ASF) e um dos arquitetos do sistema atual de formação de jovens afirma que agora é preciso frutificar a conquista histórica dos juvenis. "Esse título só terá validade se três ou quatro jogadores se tornarem titulares da seleção sênior nos próximos anos." Ele sabe do que está falando porque parte da vida no futebol e está se aposenta no final do ano.

Objetivo geral



"Para que o objetivo geral seja alcançado, será necessário que metade desses 21 jogadores consiga viver do futebol pelo menos por alguns anos", acrescenta Hasler à agência de notícias ATS.

Ele insiste que os próximos meses serão muito importantes porque os jogadores terão de continuar a se aperfeiçoar e será preciso fazer a boa escolha dos clubes e resistir às frustrações. "Precisa escolher um clube que dê chances aos jovens. Na Suíça, não é o caso do FC Sion, por exemplo. No estrangeiro, é melhor Arsenal do que Manchester City ou Nápoles, que dão poucas perspectivas para os jovens", prossegue Hasler.

Cobiça dos grandes clubes e de outras seleções



O diretor da ASF também lança ao apelo para que os clubes suíços, aos quais pertencem a maioria dos jogadores, para que continuem a formá-los escalá-los na primeira divisão, sem fazer muita pressão por resultados imediatos.

Presente no Mundial da Nigéria como "olheiro" dos adversários, o técnico da seleção suíça Sub-20 Gérald Castella, afirma que "o mais difícil começa agora", referindo-se às ofertas dos clubes suíços com maior orçamento e de clubes estrangeiros.

Antes mesmo da Copa do Mundo na Nigéria, jogadores da seleção formados em clubes da parte francesa da Suíça já tinham sido contratados por dois clubes de Zurique (Grasshoppers e FC Zurique). Quatro deles já estavam no exterior (três na Inglaterra e um na Itália).

Além do título mundial, alguns jogadores que já eram cobiçados se destacaram na Nigéria. O goleiro Benjamin Siegrist ganhou a Luva de Ouro como o melhor da Copa. O atacante Seferovic foi o segundo melhor artilheiro e o também atacante Nassim Bem Khalifa ganhou o troféu de segundo melhor jogador do torneio. "Gostaria de ter sido o melhor e sabia que isso seria possível desde o início da Copa", declarou Khalifa, em entrevista no aeroporto de Zurique.

Outro desafio para a Associação Suíça de futebol será promover esses jovens para seleção sênior, pois os 13 binacionais da seleção ainda poderão optar por jogar pelo país de origem de seus pais.

Claudinê Gonçalves, swissinfo.ch (com agências)

BINACIONAIS

Treze dos 21 jogadores da seleção suíça sub-17 têm dupla nacionalidade. Veja os países em que eles têm suas raízes:

André Gonçalves, Portugal
Fréderic Veseli, Kosovo
Granit Xhaka, Albânia
Haris Seferovic, Bósnia
Igor Mijatovic, Sérvia
Joel Kiassumbua, Congo
Kofi Nimeley, Gana
Maik Nakic, Croácia
Nassim Ben Khalifa, Tunísia
Pajtim Kasami, Albânia
Ricardo Rodríguez, Chile
Robin Wecchi, Itália
Sead Hajrovic, Bósnia

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