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Genebra acolhe nobres exilados

Vittorio Emanuele de Sabóia, a esposa Marina Doria e o filho Emanuele Filiberto

(Keystone Archive)

A perspectiva de a Itália autorizar à família real italiana regressar de prolongado exílio em Genebra, faz lembrar que a "cidade de Calvino" sempre deu refúgio a personalidades perseguidas e nobres depostos.

Neste início de fevereiro, o senado italiano dispôs-se a aceitar o regresso da família real de Sabóia. O príncipe Vittorio Emanuele, vive exilado há 56 anos em Genebra, depois de sair de Nápoles com 9 anos de idade. Seu filho, Emanuele Filiberto está com 30 anos e nunca pisou em solo italiano...

A decisão do Senado deve ser endossada pela Câmara e confirmada em sessão bicameral comum. Mas parece que não se colocará obstáculo à volta do príncipe, sua esposa e seu filho.

Tradição mais que secular

A iniciativa teve o mérito de lembrar que são antigos os laços entre Genebra e a Itália. O historiador Bernard Lescaze constata que "foram constantes esses laços no decorrer dos séculos. Genebra foi sempre uma cidade aberta, quase uma cidade refúgio para numerosos italianos".

Isso ficou evidente no período da Reforma. Fugindo de perseguições muitas famílias protestantes italianas - como os Micheli du Crest e Burlamaqui - instalaram-se em Genebra.

No século XIX, o Conde de Cavour, primeiro-ministro do rei da Sardenha esteve com freqüência na cidade. Filho de uma genebrina, uma rua lembra seu nome.

Fator tranquilidade

Mas por que se procurava refúgio em Genebra!? O historiador Lescaze destaca fatores que tornava atraente a cidade: "segurança, belas paisagens, bons médicos e bons banqueiros". Ele lembra também que para "cabeças coroadas" um elemento pesava muito, ou seja "uma atmosfera republicana" pouco interessada por regimes monárquicos. Os nobres, depois ou aspirantes a tronos, podiam e podem viver tranqüilos na cidade.

A esse respeito, uma exceção foi o assassinato da Sissi, imperatriz da Áustria, por um anarquista italiano, em 10 de setembro de 1898.

Em Genebra ainda vive o rei Michel da Romênia, sempre sonhando com uma volta definitiva a seu país.

A própria cidade também usufruiu da presença de exilados nobres e menos nobres que nela se refugiaram. A notoriedade internacional favoreceu, por exemplo, o comércio local. E deu impulso à gestão de fortunas, uma especialidade bem conhecida de Genebra.

swissinfo


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