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Governo e guerrilha voltam a negociar na Colômbia

Em maio de 1999, o presidente Pastrana encontrou o líder das Farc, Manuel Marulanda Keystone Archive

O trabalho diplomático de um grupo de países, entre eles a Suíça, deu resultados. Sob a ameaça de ruptura das negociações e a retomada da guerra civil desde a semana passada, na última hora o governo e as Farc decidiram manter as negociações.

Este conteúdo foi publicado em 15. janeiro 2002 - 12:00

4 horas antes do prazo declarado pelo governo para as Farc - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - deixarem a zona desmilitarizada no sul do país, ambas as partes decidiram prosseguir as negociações iniciadas há 3 anos.

Pressões diplomáticas

Tropas do exército colombiano já haviam começado a cercar essa região, ocupada pelas Farc desde o início das negociações, equivalente à superfície da Suíça, mas pouco povoada (100 mil pessoas enquanto a Suíça tem 7 milhões de habitantes).

A negociações haviam chegado a um impasse, com o mandato do presidente Andrés Pastrana chegando ao fim sem sequer obter um acordo de trégua com as Farc, o movimento armado mais antigo e mais poderoso da Colômbia.

Como as negociações são avalizadas por um grupo de 10 países "facilitadores", entre eles a Suíça, e voltava a ameaça de retomada da guerra civil, a diplomacia desses países atuou para que as partes voltassem à mesa de negociações.

Satisfação geral

Oficialmente, as Farc cederam e decidiram negociar um cessar-fogo. Só que também não interessava ao presidente Andrés Pastrana terminar o mandato com a retomada da guerra civil. Há eleições legislativas em março e presidenciais em maio.

As Farc agradeceram a ONU pelo papel desempenha por seu representante, o presidente Pastrana foi à televisão reconhecer o empenho da comunidade internacional e o secretário geral da ONU, Kofi Annan expressou sua satisfação.

swissinfo com agências

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