Navegação

Menu Skip link

Funcionalidade principal

Governos europeus socorrem empresas aéreas

Governo suíço também vai ajudar Swissair

(Keystone)

A exemplo dos Estados Unidos, a União Européia e a Suíça buscam salvar suas empresas aéreas. Elas estão ameaçadas de falência com a "explosão" dos prêmios de seguros, em função dos atentados nos EUA e do risco de guerra. Sem ajuda do governo a Swissair vai a pique.

Para as empresas aéreas, a livre concorrência num mercado dominado pelo liberalismo econômico revela seus limites, com novas exigências de empresas de seguros. Essas empresas exigem a partir de terça-feira, 25/9, novos contratos em que as garantias de riscos de guerra ou de atos terroristas se limitam ao máximo de 50 milhões de dólares.

Sem ajuda aeronaves parariam de voar

Os Estados Unidos foram o primeiro país a reagir, decidindo conceder ajuda de 15 bilhões de dólares às suas empresas do setor aéreo, sendo 5% em ajuda direta.

Os governos da Grã-Bretanha e da Alemanha já anunciaram sexta-feira 21, as primeiras iniciativas, depois de várias empresas aéreas da Europa ameaçarem imoblizar suas aeronaves já na terça-feira.

Resseguro

A União Européia aprovou no fim de semana um sistema temporário de garantias de crédito para prêmios pagos pelas empresas. Uma cobertura - que acrescentada a exigência de prêmio adicional de US$ 1.25 por passageiro transportado - seria mais de dez vezes superior à precedente. Com a decisão, os países da UE assumem indenizações que ultrapassem estragos superiores a 50 milhões de dólares. Um resseguro, na realidade.

Essas normas de emergência são limitadas no tempo: um mês. Mas são renováveis. Os 15 países da União manifestaram intenção de restabelecer as regras da concorrência, do mercado livre, logo que possível.

Resgate da Swissair

No que diz respeito ao plano de socorro à Swissair, a situação é mais complicada. O problema é criar uma base legal para a garantia de risco a ser assumida pelo governo. (É mais uma conseqüência do isolamento do país na Europa dos Quinze).

Mas os meios econômicos da Suíça estimam que impedir falência da empresa - que já enfrentava dívida de 15 bilhões de francos (US$ 9.3 bi) em meados do ano - é necessário por motivos econômicos e sociais ou simplesmente por interesse nacional.

Grupo de trabalho estuda solução duradoura

No fim de semana, o Ministério Suíço das Finanças, comunicava que a existência da Swissair era "de importância primordial, para os aeroportos e a praça financeira do país".

Um grupo de trabalho, reunindo todos os meios envolvidos (bancos, governo, a própria Swissair, etc), estuda meio de "recapitalizar" a empresa. A idéia de base é de que a iniciativa de resgate se apóie em "chances de sobrevivência" da empresa, como escreve o jornal Le Temps, de Genebra. O diário lembra porém a necessidade de estabelecer as bases legais para ajudar a empresa a evitar o desastre da falência.

swissinfo com agências.


Links

×