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Greves na Suíça

Greve de operários da construção civil termina com o "contrato social" na Suíca.

(swissinfo.ch)

A Suíça era, até bem pouco tempo, um dos poucos países no mundo onde trabalhadores não faziam greves.

O pacto social iniciou-se em 1937, com a assinatura de um acordo de paz entre patrões e empregados da indústria metalúrgica e de máquinas.

A última greve ocorreu em 1947, quando operários da construção civil paralisaram seus trabalhos. Com a crise econômica mundial, que por final acaba atingindo também a Suíça, a frágil teia de acordos sociais entre trabalhadores e patrões começa a ser abalada.

Segundo dados publicados recentemente pela Escola Politécnica de Zurique, a economia suíça terá crescimento zero até o final do ano. O produto interno bruto (PIB) terá uma redução de 0,1% até 31 de dezembro.

Atualmente diversas categorias já estão vivendo conflitos entre sindicatos patronais e de trabalhadores. Até o final do ano, algumas greves já foram até anunciadas.

Correios

O plano dos Correios Suíço de fechar 15 centros de distribuição de cartas provocou a ira dos seus funcionários. Em Genebra e Lausanne carteiros já decidiram participar da greve. Nos outros centros, reuniões estão programadas até 16 de novembro para coordenar futuras paralisações. A greve está marcada para a semana de 18 a 22 de novembro. A reinvidicação é simples: os Correios Suíços devem desistir do projeto.

Swiss Dairy Food

A grande empresa de beneficiamento do leite já quase falida. Entre 300 e 500 funcionários (1600 no total) perderão os seus empregos. Devido a falta de recursos, a empresa não poderá oferecer um plano de ajuda a eles. Os sindicatos exigem que o governo apoie os funcionários que irão perder o trabalho. Greves estão em planejamento, caso uma solução não seja encontrada até o final do ano.

Swis

O atual contrato geral de trabalho para pilotos diferencia duas categorias: aqueles que já eram pilotos no tempo da Swissair e aqueles que pilotavam as aeronaves da afiliada Crossair. Esses últimos têm salários menores. Caso a empresa, que já vive atualmente numa situação financeira apertada, tenha que demitir pilotos, os primeiros seriam os da antiga Crossair. O sindicato de pilotos é contrário a essas condições. No momento as duas partes estão disputando na justiça do trabalho. Caso não haja um acordo, os pilotos já prometeram fazer greve.

Swisscom

Em meados de outubro, os funcionários da maior companhia de comunicação da Suíça interromperam as negociações com a direção da empresa. Esta recusa-se no futuro a assinar acordos trabalhistas com a categoria, mas sim com comissões isoladas.

Swisscom, uma das empresas mais rentáveis da Suíça, com um lucro anual de mais de três milhões de dólares em 2001, quer demitir mais funcionários no ano que vem. Caso patrões e sindicatos não cheguem a um acordo, os funcionários prometem realizar greves.

Estado

Na ultima sexta-feira 20 mil pessoas protestaram no centro de Berna contra os planos de contenção de despesas do governo estadual, que prevê o corte de 570 empregos. Nos outros cantões suíços funcionários públicos também protestam contra os cortes de orçamento e o congelamento salarial. O comitê de ação dos funcionário públicos já anuncia novos protestos em dezembro.

swissinfo com agências

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