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Guerra no Iraque divide americanos da Suíça

A segurança foi reforçada nas repartições diplomáticas americanas na Suíça Keystone

A opinião dos cidadãos americanos que vivem na Suíça tem contrastes e depende das tendências políticas.

Este conteúdo foi publicado em 12. fevereiro 2003 - 14:54

Mas, tanto democratas quanto republicanos se fazem discretos devido anti-americanismo ambiente.

Para Robert Race, membro dos republicanos de Genebra, os Estados Unidos são o único país apto a promover uma ação preventiva contra Saddam Hussein.

"Trata-se de uma parte da guerra contra o terrorismo, afirma. Bush parece ter compreendido que o terrorismo não é limitado por fronteiras nem por questões de soberania."

Race acha que uma ação militar dos EUA é necessária para servir de exemplo para o resto do mundo. "Alguém precisa intervir e agir de maneira preventiva, afirma. Eu acho que os EUA é o único país a fazê-lo."

"Mister N" - outro republicano que requer anonimato - tem a mesma opinião. "É um sonho pensar que o Iraque vai se desarmar. Acho que alguma coisa precisa ser feita e apoio a decisão da aministração Bush."

Robert Race está convicto que Saddam Hussein é uma ameaça para o mundo. "Preocupa-me sua capacidade de criar problemas além de sua região oferecendo abrigo, tecnologia e ajuda às pessoas que querem e são capazes de utilizar todos esses meios para causar estragos terríveis."

Outro ponto de vista

Ao contrário dos republicanos, a maioria dos democratas e dos independentes não estão convencidos que uma guerra é necessária. Eles se opõem ainda mais claramente se a intervenção militar for feita sem o aval do Conselho de Segurança da ONU.

"Eu sou contra ao unilateralismo e ao imperialismo americanos, declara Keri Lijinsky, uma democrata do estado de Maryland. Saddam Hussein não atacou os Estados Unidos, porquê vamos atacá-lo? Acho que não há razão para essa guerra, ainda mais sózinhos ... "

Residindo há 20 anos em Genebra, John Silvin é politicamente independente e também acha que Washington deve ter o aval da ONU antes de atacar o Iraque. "A guerra deve ser o último recurso e não creio que um ataque ao Iraque seja justificado. Sou contra a guerra e preferiria uma solução pacífica".

Anti-americanismo

Na Europa, a forte oposição à guerra provocou um sentimento crescente anti-americano e os cidadãos norte-americanos estão na defensiva.

Recente pesquisa divulgada pelo semanário Weltwoche, de Zurique, demonstra que apenas 2% dos suíços aprovariam a intervenção americana sem mandato da ONU. Além disso, 57% das pessoas questionadas têm uma má ou muito má opinião dos norte-americanos.

"Nos EUA, acho que é muito fácil ser absorvido pela onda de patriotismo ambiente e marchar atrás da bandeira, afirma Keri Lijinsky. Mas aqui me sinto vulnerável e as pessoas me perguntam o tempo todo como poderei suportar essa guerra ... então eu sou contra."

"Posso ver com simpatia esse mal humor com os EUA, afirma a democrata, mas só até um certo ponto. Também me sinto ofendida com o que certas pessoas dizem de meu país pois nem todos somos tiramos."

John Silvin também compreende a recrudescência do sentimento anti-americano. "Infelizmente, não provamos de maneira inegável que Saddam Hussein possui armas de destruição em massa, afirma. Se fosse o caso, acho que muita gente aprovaria uma ação militar."

O republicano Robert Race considera que os sentimentos da população européia e da imprensa suíça forçam os americanos do estrageiro a serem discretos.

Para "Mister N", a retórica anti-americana é passageira e que a opinião dos europeus vai mudar. É so uma questão de tempo.

swissinfo, Anna Nelson, Genebra

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