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Há cem anos morria a autora de Heidi

Paisagem suíça, nos estado dos Grisões, inspirou a escritora Johanna Spyri

(swissinfo.ch)

Uma série de eventos marca, dia 7 de julho, o centenário da morte de Johanna Spyri, autora de "Heidi". Verdadeiro mito, a obra - traduzida em mais de 40 idiomas e com várias adaptações cinematográficas - conta a vida idílica de uma menina nos Alpes Suíços.

Conferências, exposições e excursões turísticas marcam o centenário de Johanna Louise Heusser (que adotou como escritora o sobrenome do marido, Spyri), falecida em 7 de julho de 1901, aos 74 anos.

Em vida, Spyri foi comparada com os melhores escritores suíços e autoras alemãs da época que relatavam a vida de meninos pobres, enfermos e religiosos. A industrialização incipiente despertava então sentimentos de moral e justiça social.

Publicados em 1880/81, os (dois) livros Heidi narram justamente a vida de uma menina órfã que vive com o avô, em paisagem alpina intacta, no leste da Suíça.

Arraigado na cultura popular suíça do último século, o mito Heidi contribuiu para a criação de um estereótipo turístico de uma Suíça como uma "Heidilândia", de românticas e imaculadas paisagens de montanhas, flores, cabras e vacas.

Traduzida em mais de 40 línguas, inclusive em português, a cândida história deu volta ao mundo. Foram publicados em mais de 20 milhões de exemplares que deram origem a 15 adaptações cinematográficas - seriados, desenhos animados etc.

Nascida em Hirzel, perto de Zurique, em 1827, Johanna deixou ainda outros 48 pequenos livros para crianças e adultos, sem o mesmo sucesso de Heidi.

Reflexo do ideal romântico e bucólico da época e de um marcante sentimento religioso, todos os livros da autora têm enredo e tema semelhantes. Seus personagens infantis são órfãos, há uma avó e uma tia boas e religiosas. São meninos pobres que vivem no campo; o bem e o mal e Deus estão sempre presentes.

Comentando a atualidade da obra de Johanna Spyri, vários especialistas suíços destacam que a idealização da menina dos Alpes está relacionada com preocupações de quem busca uma vida que não seja afetada pela civilização.

Versado no tema, Walter Leimgruber, professor na Universidade de Zurique realça: "Na obra de Johanna Spyri não somente há o aspecto ecológico, como também a presença de uma vida natural sadia e a capacidade psicológica de Heidi em comunicar-se com todo o mundo".

Jaime Ortega (adapt. J.Gabriel Barbosa).


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