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Holanda goleia Itália e lidera o "grupo da morte"

Sneijder comemora o segundo gol holandês; Buffon batido.

(Keystone)

Com um futebol ofensivo, os holandeses derrotaram os campeões mundiais italianos por 3 a 0 em Berna e lideram o Grupo C da Eurocopa.

O primeiro jogo do chamado „grupo da morte" foi o mais fraco até agora no torneio. A Romênia empatou com a França sem gols.

Os italianos vieram à Suíça com a intenção de repetir a façanha dos franceses em 1998: ganhar a Eurocopa depois de ter conquistado a Copa do Mundo de 2006. Mas levaram uma ducha fria em sua estréia no torneio.

Os holandeses, cotados como favoritos ao título da Euro, trouxeram a torcida mais numerosa e mais criativa à Berna, inundando a capital suíça com uma onda laranja. E logo mostraram sua superioridade também em campo.

Depois de uma fase equilibrada, aos 17 min, van Nistelrooy teve a primeira chance real para abrir o placar para a Holanda. Lançado na área, ele passou pelo goleiro italiano Bufon, que o desiquilibrou e impediu o gol. Por pouco não foi pênalti.

O time holandês continuou mais ágil, com mais iniciativas de ataque, enquanto os italianos confiavam em sua arte de defender, que eles dominam muito bem.

Aos 26 min, a Holanda foi recompensada. Sneijder pegou o rebote de um cruzamento que Buffon havia afastado a socos, chutou em diagonal para a área e van Nistelroy empurrou a bola para o fundo das redes do goleiro italiano.

Os italianos reclamaram de um impedimento que não existiu (Toni levou cartão amarelo por isso), reagiram e quase empataram no lance seguinte.

Cinco minutos depois (aos 31), eles foram surpreendidos por num clássico contra-ataque holandês. Sneijder recebeu um cruzamento de Kuijt livre na entrada da pequena área e ampliou para 2 a 0.

No início do segundo tempo, a Holanda manteve seu ritmo da primeira etapa e continuou superior, mas aos poucos foi cedendo à pressão da Itália, que tentava diminuir a desvantagem no placar.

Sobretudo a entrada de Del Piero, aos 20 min do segundo tempo, fortaleceu o ataque italiano. Na seqüência, os campeões mundiais criaram várias chances de gol, mas o goleiro Van der Sar brilhou com defesas espetaculares.

Justamente quando a pressão italiana chegava ao ápice, van Bronckhorst concluiu de cabeça mais um contra-ataque mortal da Holanda e fechou o placar de 3 a 0.

Das equipes que se apresentaram até agora na Euro, três impressionaram: Portugal, Alemanha e Holanda. Esta última é a que mais convenceu.

Romênia 0 x 0 França

Os franceses começaram mais engajados do que seus adversários, mas a defesa romena logo conseguiu conter as tentativas de ataques dos vice-campeões mundiais.

Na seqüência, a partida foi caracterizada pela retranca romena, pela imprecisão nos passes dos franceses e por poucos lances de perigo na área. A equipe tricolor não encontrou meios para romper a muralha da defesa romena.

A precaução passou a predominar nas duas equipes, resultando num espetáculo nada atraente para o público, que, por volta do 25 minutos do primeiro, começou a soltar as primeiras vaias.

Aos 33 min, após cruzamento de Ribèry, Anelka teve a melhor chance para abrir o placar no primeiro tempo, mas, da entrada da pequena área, cabeceou a bola para a linha fundo.

Também a arbitragem do espanhol Manuel Enrique Mejuto González não fomentou o fluxo do jogo. Muito rigoroso na interpretação das regras, ele deu, por exemplo, um cartão amarelo desnecessário para o lateral-esquerdo romeno Goian.

As duas equipes voltaram sem alterações para o segundo tempo. Também o ritmo do jogo permaneceu o mesmo: entediante. A França atacando sem inspiração, a Romênia plantada na defesa e só esperando contra-ataques.

Frank Ribèry foi o único em campo que realmente mostrou vontade de vencer o jogo. Os demais franceses ficaram muito aquém das expectativas.

Para os Bleus, não só a Romênia foi um adversário desagradável. Também o resultado é desagradável para eles, que, na próxima sexta-feira, pegam a Holanda em Berna, enquanto os romenos enfrentam os italianos em Zurique.

No final da partida de hoje, a torcida romena comemorou a conquista do primeiro ponto na Eurocopa. E a equipe do Leste Europeu mostrou que não veio para a Suíça apenas para fornecer pontos à França, Itália e Holanda.



swissinfo, Geraldo Hoffmann

Holanda 3 x 0 Itália

Holanda : Van der Sar – Boulahrouz (Heitinga), Ooijer, Mathijsen, van Bronckhorst - de Jong, Engelaar - Afellay, van der Vaart, Sneijder - van Nistelrooy (van Persie)
Técnico: Marco van Basten

Itália: Buffon - Panucci, Barzagli, Materazzi (Grosso), Zambrotta - Gattuso, Pirlo, de Rossi – Camoranesi (Cassano), di Natale (del Piero) - Toni
Técnico: Roberto Donadoni

Data: 09/06/2006
Local: Estádio da Suíça, Berna (Suíça)
Público: 32 mil (lotado)
Árbitro: Peter Fröjdfeld (Suécia)
Assistentes: Stefan Wittberg (Suécia), Henrik Andrén (Suécia), Damir Skomina (Eslovênia)
Gols: van Nistelrooy (H), aos 26 min do 1T; Sneijder (H), aos 31 min do 1T; van Bronckhorst (H), aos 25 min do 2T
Cartões amarelos: Toni (I), Zambrotta (I), Gattuso (I); de Jong (H)

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Romênia 0 x 0 França

Romênia: Lobont - Contra, Tamas, Goian, Rat – Cocis (Codrea), Radoi (Dica), Chivu - Nicolita, D. Niculae, Mutu (M. Niculae)
Técnico: Victor Piturca

França: Coupet - Sagnol, Thuram, Gallas, Abidal - Toulalan, Makelele - Ribery, Malouda - Anelka (Gomis), Benzema (Nasri)
Técnico: Raymond Domenech

Data: 09/06/2006
Local: Estádio Letzigrung, Zurique (Suíça)
Público: 30 mil (lotado)
Árbitro: Manuel Enrique Mejuto González (Espanha)
Assistentes: Juan Carlos Yuste Jiménez (Espanha), Jesús Calvo Guradamuro (Espanha), Olegário Benquerença (Portugal)
Cartões amarelos: Niculae (R), Goian (R), Sagnol (F)

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