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Imprensa critica ex-diretores da ABB

Lindahl (à esquerda) e Barnevik conseguiram unanimidade de críticas

(swissinfo.ch)

A imprensa suíça e européia critica duramente, quinta-feira, os dois ex-diretores da multinacional, que receberam indenizações milionárias antes de deixarem a empresa.

Quarta-feira, para a surpresa geral, o grupo suíço-sueco ABB anunciou que vai pedir a dois de seus ex-diretores que devolvam parte das indenizações que receberam antes de deixarem seus cargos.

Atitude incompreensível

Percy Barnevik e Göran Lindahl, ex-diretores executivos, receberam respectivamente 148 milhões e 85 milhões de francos suíços (€ 98 milhões e € 56 milhões), como indenizações de aposentadoria. A direção atual da empresa quer negociar o reembolso de parte dessas indenizações.

A notícia relançou o debate sobre os salários diretos e indiretos dos executivos. Para a "Basler Zeitung", de Basiléia, "os dois homens são aproveitadores desavergonhados", atitude que o jornal qualifica de "totalmente incompreensível".

Com a manchete "dois aproveitadores suecos", a "Frankfurter Algemeine", da Alemanha, lembre que "durante os anos 90, Percy Bernevik era apresentado do guru da globalização nas reuniões do Fórum de Davos" e comenta que "raramente viu-se uma estrela da aministração transformar-se tão rapidamente e personagem duvidoso".

Transparência e confiança

O "Financial Times", de Londres, afirma que notícia vai "causar consternação na Suécia, país que defende o igualitarismo, mas também será um golpe à reputação de Bernevik, tido como campeão da boa direção de empresas". Bernevik saiu da ABB em 1996.

Em Zurique, o "Tages Anzeiger", ataca Göran Lindahl, que deixou a ABB em 2000. "Os altos executivos nos habituaram à avidez sem limites, mesmo se esses montantes nos chocam. O que um homem sózinho pode fazer com 85 milhões?", questiona o jornal.

Para o "Le Temps", de Genebra, é urgente ter transparência sobre os salários dos executivos. "Só as publicações dos salários e remunerações poderá conter os abusos e retomar a confiança dos investidores nas empresas suíças e seus dirigentes", conclui o jornal genebrino.

swissinfo com agências

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