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Iniciativa quer proibir exportação de armas

Bandeiras e pombas da paz em frente ao Palácio Federal, em Berna.

(Keystone)

A Suíça não deve participar da "espiral do armamento". Uma iniciativa dos partidos e ongs de esquerda prevê a interdição de exportar material de guerra.

Assinada por 109 mil pessoas e apoiada por 35 organizações, a iniciativa foi depositada sexta-feira (21) na Chancelaria Federal, por ocasião da Jornada Internacional da Paz. O eleitores decidirão.

Bandeiras da paz e pombas brancas soltas em frente o palácio do governo e do Parlamento, em Berna, faziam parte do ambiente sexta-feira (21) em que foi entregue na Chancelaria Federal o texto da iniciativa "Por uma interdição de exportar material de guerra" e as 109 mil assinaturas recolhidas.

O prazo para a coleta de no mínimo 100 mil assinaturas corria até o final do ano mas os autores da iniciativa precisaram de menos tempo. Esse fato demonstra que muitos cidadãos suíços se opõem à participação do país na "Guerra ao Terror", afirma o deputado ecologista Josef Lang.

Perigos para a Suíça

Segundo os promotores da iniciativa, a maoir parte das exportações suíças de material de guerra acaba nos países que participam da guerra pelo controle dos recursos naturais do Iraque e do Afeganistão. Trata-se de um "comércio da morte" em que os fabricantes e os comerciantes de armas ganham dinheiro às custas das vítimas dos conflitos.

As exportações de armas ameaçam também a segurança da Suíça devido os riscos de ataques terroristas, de acordo com os promotores da iniciativa. Eles denunciam que a Suíça solapa seus prórios esforços em favor do desenvolvimento e da promoção da paz.

Por isso, a proibição de exportar daria uma nova credibilidade ao engajamento humanitário e de cooperação internacional da Suíça. Assim ela contribuiria de maneira mais significativa a uma política pela construção de um mundo mais pacífico, afirmam os autores do texto.

Bens materiais e imateriais

A iniciativa foi lançada pelo Grupo Por Uma Suíça Sem Exército, com o apoio de mais de 35 organizações e partidos, entre entre o Partido Socialista e o Partido Verde.

O texto pede uma emenda na Constituição Federal proibindo as exportações e o trânsito de matrial militar. As armas leves e de pequeno calibre, a munição e os bens militares também estão incluídos.

Além disso, seriam proibidos também os bens imateriais, inclusive as tecnologias de importância fundamental para o desenvolvimento, a produção e uso de armamentos. Em contrapartida, não seriam probidos os aparelhos destinados à desminagem humanitária nem armas de esporte e de caça.

Se a inciativa for aprovada pela maioria dos eleitores e pela maioria dos cantões, a Confederação Helvética deverá também empenhar-se pelo desarmamento e o controle das armas em escala mundial. Por outro lado, o texto prevê um apoio por um período de dez anos para as regiões e os empregos prejudicados pelas proibições de exportação.

swissinfo com agências

Breves

A iniciativa abrange o material de guerra e as tecnologias destinadas à fabricação de armas.

Ela visa notadamente proibir as exportações de aviões de treinamento como o Pilatus, armas de pequeno calibre e suas munições mas também material militar obsoleto que não é mais utilizado pelo exército suíço.

Esta não é a primeira vez que a esquerda e os movimentos pacifistas tentam proibir a exportação de armas. Em 1997, uma inciativa similar lançada pelo Partido Socialista foi rejeitada por 77,5% dos eleitores.

A indústria suíça de armamentos emprega cerca de mil pessoas. Em 2006, a Suíça exportor por um total de 400 milhões de francos.

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