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Italianos da Suíça não acreditam em selo de autenticidade

Símbolo por excelência da cozinha italiana (bellaumbria.net)

(swissinfo.ch)

O governo italiano pretende atribuir selos de autenticidade aos restaurantes italianos do mundo inteiro.

Na Suíça existem dois mil restaurantes italianos. Em geral, os chefes estão céticos em relação a idéia pois acham que o maior problema é de qualidade e não de autenticidade.

Azeite, massa, salame, queijo e cheiro de Mediterrâneo também existem na Suíça, pelo menos nos seus dois mil restaurantes italianos. Existem e vão certamante continuar existindo, apesar da intenção do governo italiano de impor uma espécie de marca de autenticidade aos restaurantes.

Agroindústria e turismo

Todos os amantes da cozinha italiana, que constumam freqüentar restaurantes, já tiveram a oportunidade de comer muito bem ou muito mal num dos mais 60 mil restaurantes italianos espalhados pelos cinco continentes. Na Suíça acontece o mesmo.

O problema é distingüir a boa da má cozinha italiana. Para tentar resolver o dilema, o Ministério italiano da Política Agrícola e Florestal, em colaboração com a Associação Internacional de Restaurantes da Itália (ARDI), lançou a iniciativa "por uma marca de autenticidade dos restaurantes italianos no mundo".

Os emigrantes italianos levaram consigo sua tradição culinária que popularizou seus produtos. Em 2001, as exportações da agroindústria italiana totalizaram 19 bilhões de euros. A comida é o terceiro ítem de satisfação dos turistas que vão à Itália, depois dos patrimônios artístico e da paisagístico.

Se a insígnia "Made in Italy" vende bem, os abusos são muitos e "come-se em muitos restaurantes pratos que nada têm a ver com a tradição italiana", afirma o chefe suíço Martin Dalsass, dono de um restaurante perto de Lugano, na suíça-italiana, classificado de melhor cozinheiro do ano 2001 no guia gastronômico francês Gault & Millau.

Critérios severos

Para obter a marca de autentidade, os restaurantes terão de responder a uma série de critérios estabelecidos por uma comissão. Calcula-se que somente 20% dos restaurantes italianos no mundo obterão o certificado que exige produtos italianos, pessoal e ambiente italianos.

"A idéia é muito simpática mas a realidade é complexa. Conheço cozinheiros estrangeiros melhores que os italianos", afirma Emirano Colombo, da Casa d'Itália, em Berna. "Não se trata tanto de um problema de "italianidade", mas sim de qualidade", acrescenta.

A maioria dos chefes italianos na Suíça considera os critérios excessivamente rigorosos. Na região suíça de expressão francesa, eles geralmente acham que a "marca" provocaria um tal aumento dos custos, que poderia tornar seus negócios inviáveis.

"Depende de como será a divulgação da marca de autenticidade", afirma Dalsass, melhor cozinheiro suíço do ano passado. "Se o público não for informado, o certificado não serve para nada", conclui.

swissinfo

Breves

- Existem cerca de 60 mil restaurantes italianos no mundo

- 2 mil restaurantes italianos na Suíça

- Estima-se que só 20% poderão obter o certificado de autencidade

- Os critérios são considerados muito exigentes: utilizar produtos italianos, ter pessoal italiano e ambiente italiano

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