Johnson mantém 'esperança' de chegar a acordo pós-Brexit com UE

O premiê britânico, Boris Johnson afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. setembro 2020 - 16:58
(AFP)

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse nesta quarta-feira (16) que espera fechar um acordo comercial com a União Europeia (UE), de modo a evitar uma ruptura brutal até o final do ano, apesar da tensão causada por seu polêmico projeto de modificar o acordo sobre o Brexit.

Uma quebra brutal no final do período de transição, em 31 de dezembro, "não é o que este país deseja, e não é o que nossos amigos e parceiros da UE desejam de nós. Portanto, tenho todas as esperanças e expectativas de que não será este o resultado", declarou a uma comissão parlamentar.

O premiê se recusa, porém, a modificar seu polêmico "projeto de lei do mercado interno", que anula parte das disposições estabelecidas pelo acordo de divórcio com Bruxelas. De caráter temporário, este pacto, entrou em vigor desde que os britânicos deixaram o bloco em 31 de janeiro.

Este projeto, que seu governo admite como uma violação do direito internacional, foi aprovado em sua primeira votação no Parlamento britânico, na segunda-feira (14), apesar da oposição de uma parte dos deputados do Partido Conservador do primeiro-ministro.

O texto ainda tem um longo caminho a percorrer pelos legisladores até sua adoção final e pode encontrar obstáculos nas próximas etapas.

Os europeus deram a Londres até o final do mês para recuar, sob pena de uma ação judicial.

Nesse contexto de tensão, europeus e britânicos continuam negociando sua futura relação comercial, mas as conversas parecem cada vez mais estagnadas.

Ambas as partes concordam com a necessidade de fechar um acordo em meados de outubro para que seja ratificado antes de 1º de janeiro.

Nesta quarta, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, rejeitou a modificação unilateral dos termos do Brexit e alertou que "a cada dia que passa as chances de um acordo oportuno se dissipam".

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