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Jorge Amado na imprensa suíça

(swissinfo.ch)

"Um longo empenho criativo", "Com a arma do humor", "Intérprete de seu povo", "O mais popular romancista brasileiro", "O Brasil perde sua alma" e "O Brasil chora Jorge Amado" são algumas das manchetes de jornais suíços de quarta-feira (08.8).

Devido o fuso horário, os jornais suíços noticiam e comentam a morte de Jorge Amado somente na edição de quarta-feira (08.8).

Racismo e mestiçagem

O "Le Temps", de Genebra, traz uma grande foto de Jorge Amado na capa, e afirma que a "literatura mundial perdeu o romancista da alma brasileira, o rebelde que, durante toda sua vida, lutou contra o racismo e estimulou a mestiçagem".

O popular "Le Matin", de Lausanne, tem mais de meia página sobre o autor baiano e afirma que "Gabriela e Dona Flor estão em lágrimas". Traz também testemunhas de um livreiro suíço que se encontrou com Jorge Amado em Paris e de um pintor suíço que esteve na casa do escritor, em Salvador.

Jorge Amado também está no Corriere del Ticino, sul do país. O jornal em italiano classifica o autor como "integrante do realismo mágico" e afirma que, embora tenha ficado famoso desde nos anos 50 e 60, Amado "nunca traiu sua orígem brasileira e popular."

Intérprete do povo

O 24 Horas, de Lausanne comenta a obra de Amado e destaca o humor "que se tornou uma arma do autor, na segunda fase de sua carreira, depois da fase de urgência do engajamento social nas lutas de seu povo."

Para o Tages Anzeiger, de Zurique, "ninguém representou tão bem a cultura brasileira como Jorge Amado e que nenhum outro escritor brasileiro pode rivalizar com ele."

Para o Basler Zeitung, de Basiléia, a obra de Jorge Amado mostra que "mesmo os pobres podem ser felizes." O Der Bund, de Berna, considera o autor baiano "o intérpretre do povo brasileiro" que atuava como "espelho da sociedade de seu país."

swissinfo

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