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Justiça proíbe livro que denuncia Fifa

Sede da Fifa em Zurique.

(Keystone)

Corrupção, desvio de verbas, nepotismo são as principais acusações feitas à Fifa pelo jornalista inglês Andrew Jennings, no livro Cartão Vermelho, lançado sexta-feira.

A pedido da Fifa, o Tribunal de Zurique proibiu a distribuição da obra na Suíça, através de um instrumento jurídico chamado "medida provisória".

Através de um comunicado, a Fifa, com sede em Zurique, afirma "constatar que o livro não contém essencialmente nada de novo" e acrescenta "que ele comporta numerosas alegações falsas que atingem pessoas jurídicas e físicas".

A juíza do Tribunal de Zurique que acatou a medida provisória proibindo a divulgação do livro na Suíça não fez qualquer declaração.

Cartão Vermelho

Nas 462 páginas de Cartão Vermelho, o jornalista inglês Andrew Jennings faz acusações graves, a começar pelo "pagamento no negro", em 1998, de quase 650 mil euros a "um alto responsável do futebol" que havia ajudado a empresa de marketing esportivo ISL - falida em 2001 - a obter os direitos de transmissão de TV das Copas de 2002 e 2006.

Essas acusações referem-se aos primeiros meses de gestão do suíço Joseph Blatter, que sucedeu ao brasileiro João Havelange na presidência da entidade no Congresso da Fifa, que ocorreu pouco antes da Copa de 1998, na França.

João Havelange

O livro aborda mais a gestão de Sepp Blatter, mas volta até à eleição de João Havelange em 1974, que afirma ter ocorrido "com a ajuda de Horst Dossler, então dono da Adidas.

Jennings fala de "voto arrumado do Haiti" na eleição de Blatter, em 1998, de "pagamento da campanha presidencial com dinheiro da Fifa", de "desvio de verbas para fins pessoais" e de "salário presidencial misterioso".

O jornalista critica ainda as "indenizações distribuídas ao comitê executivo" e ataca os mais fiés "companheiros" de Blatter como Jack Warner, presidente da Concacaf, acusado de nepotismo por ter "favorecido interesses familiares" na organização do Mundial Sub 17, em 2001. Também são citados outros membros do comitê executivo como o americano Chuck Blazer e o argentino Julio Grondona.

Outro livro sobre o COI

O livro aborda ainda a reeleição de Blatter em 2002, "apesar da oposição de vários membros do comitê executivo, baseado em um relatório sobre irregularidades", redigido pelo então secretário-geral da Fifa, Michel Zen-Ruffinen.

Zen-Ruffinen já era funcionário da Fifa e fora alçado ao cargo de secretário-geral pelo próprio Blatter. Ambos são de mesma região da Suíça e, depois desse episódio, Zen-Ruffinen deixou a Fifa.

A Editora Harper Collins, de Londres, que publicou Cartão Vermelho diz que vai recorrer da decisão de proibir a distribuição do livro na Suíça. Segundo a editora, "Andrew Jennings trabalhou anos fazendo pesquisas meticulosas para fundar suas acusações."

Andrew Jennings já publicara, em 1992, Os Lordes dos Anéis, com acusações de corrupção ao Comitê Olímpico Internacional (COI), sediado em Lausanne, Suíça.

swissinfo com agências

Breves

- A Fifa anunciou um lucro de 214 milhões de francos suíços em 2005.

- A entidade afirma que vai gastar 871 milhões de francos suíços na Copa de 2006, na Alemanha.

- O suíço Joseph Blatter foi eleito presidente da Fifa em 1998, sucedendo a João Havelange.

- Blatter foi reeleito em 1998. Seu mandato termina em 2007 mas ele já disse que será candidado é reeleição.

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