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Justiça quer reaver documentos enviados à Rússia

O procurador geral Valentin Roschacher quer reaver documentos e continuar a colaboração com a Justiça russa Keystone

A Justiça russa arquivou o processo Mabetex, por falta de provas, mas as investigações na Suíça vão continuar. Por isso o procurador geral Valentin Roschacher pede que Moscou devolva os documentos originais enviados a pedido da justiça russa.

Este conteúdo foi publicado em 19. dezembro 2000 - 13:16

O procurador suíço evitou comentar o fato da Justiça russa ter arquivado o caso Mabetex, por falta de provas. As provas, justamente, foram enviadas pelo Ministério Público suíço a Moscou, a pedido da Justiça russa.

São esses documentos originais que o procurador Valentin Rochacher quer reaver para colocá-los à disposição da justiça de Genebra, que vai prosseguir o inquérito por lavagem de dinheiro aberto em 1999.

O caso Mabetex e Mercata, duas construtoras instaladas na Suíça, que teriam pago milhões de dólares em propinas para obter contratos de restauração no Kremlin, palácio presidencial em Moscou. O principal acusado é Pavel Borodine, então administrador do Kremlin e próximo do presidente Boris Yeltsin.

Documentos foram confiscados nas empresas, sob ordem judicial, e posteriormente enviados a Moscou. O procurador Rochacher declarou à imprensa, terça-feira, 19.12, que "ficou surpreso" com o arquivamento do inquérito na Rússia mas que "não tem elementos suficientes de apreciação".

Quando o caso foi arquivado, dez dias atrás, a imprensa russa criticou a validade dos documentos enviados pela Suíça. O procurador Rochacher refutou
as críticas da imprensa russa afirmando que a Justiça suíça "trabalhou muito bem" nesse caso. Disse também que os documentos em questão "são muito instrutivos".

O procurador geral de Genebra, Bernard Bertossa, foi mais claro. Declarou que a decisão da Justiça russa "é mais política que jurídica" porque o principal acusado "ainda ocupa cargo importante na administração".

Bertossa acha "difícil" continuar o inquérito em Genebra mas que uma decisão será tomada em janeiro, após consulta ao juiz Daniel Devaud, encarregado do caso.

swissinfo com agências.


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