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Kaxinawá traz problemática indígena à Suíça

"Maná" Kaxinawá no Salão do Livro em Genebra swissinfo.ch

A necessidade de resgatar manter, difundir a cultura indígena brasileira foi defendida no Salão do Livro em Genebra por "Maná" Kaxinawá. Para ele a "pressão européia" nesse sentido tem sido e é importante.

Este conteúdo foi publicado em 04. maio 2002 - 12:50

Joaquim de Paulo Lima Kaxinawá participa do Salão do Livro, difundindo seu segundo livro "Huni Kuïne Miyie" (História do povo verdadeiro), patrocinado pelo MEC, Ministério da Educação e Cultura.

Joaquim que prefere ser chamado "Maná", como seu avô paterno, sente-se como uma ponte entre duas culturas, a própria e a brasileira. Se foi batizado e recebeu um nome cristão foi por "pressão".

"Desestruturação"

Quando se aborda o tema da aculturação ele prefere descrever o fenômeno como "desestruturação de cultura", a indígena. O que ele defende, é a necessidade de manutenção de duas culturas paralelas, em benefício dos indígenas e em benefício dos outros brasileiros.

Maná em entrevista a swissinfo constata que "assimilação" já tem havido, pois muitos descendentes de índios já não falam nem a própria língua indígena. Isso implica perda de uma riqueza inestimável: de uma cultura original.

Os índios têm conhecimentos da natureza que o branco não tem, aportam uma tradição, um respeito da natureza (da mãe Terra), uma medicina e uma música próprias...

"Auto-sustentabilidade"

Ao contrário de "assimilação", de "integração", ele realça a importância de manter e resgatar o patrimônio indígena. Nesse sentido a pressão européia visando a preservar o que ainda resta, tem desempenhado papel de destaque, reagindo, por exemplo, a invasão das terras indígenas.

Maná Kaxinawá estima ter chegado a hora de acabar com os "preconceitos", com a discriminação em relação aos indígenas, hora de acabar com essa história de que os índios são incapazes.

A reivindicação de território próprio, de escola bilíngüe, de respeito aos direitos indígenas - em suma, de "auto-sustentabilidade" - se inscrevem nessa linha.

São temas que Maná vem defendendo em seu trabalho de escritor bilíngüe e de professor.

swissinfo / J.Gabriel Barbosa

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