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Um olhar em Davos

Como nos anos anteriores, mais uma vez a população do vilarejo suíço de Davos triplica durante a realização do Fórum Econômico Mundial, entre 17 e 20 de janeiro de 2017. Líderes mundiais, empresários e outras personalidades discutem durante esses dias os principais problemas globais do nosso tempo. O tema deste ano é "Liderança responsável e responsivo". swissinfo.ch acompanha seus bastidores.

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World Economic Forum

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O seguinte conteúdo sobre este tópico foi relatado pela primeira vez ou ainda está sendo relatado ao vivo. Você encontrará os artigos mais recentes nas primeiras posições. Em seguida, siga a linha de tempo para encontrar os artigos mais antigos.

20,01.2017 18:00Hermann Hassler

Hermann Hassler trabalha como policial em Davos e tem muita experiência com o Fórum Econômico Mundial (WEF). Há quatro anos ele coordena os controles nas estradas que levam ao vilarejo alpino. (Kristian Kapp, swissinfo.ch)

O dia começa com bastante frio nesses postos de controle da polícia nas duas entradas de Davos. As temperaturas de até vinte graus negativos são um dos maiores desafios no WEF em 2017, afirma Hermann Hassler. O policial suíço é o coordenador das tropas que cuidam de dois postos policiais - "Grüanbödeli" e "Landwasser". Ele também é responsável pela logística e materiais, o que é bastante importante nesse inverno, levando-se em conta que os turnos podem durar até seis horas. Só então é que os agentes podem se esquentar com um café ou chá.

Todos os carros que se dirigem à Davos devem passar em um dos controles. Nem todos eles são parados e controlados. "Nós agimos segundo a nossa impressão", explica Hassler. Objetos perigosos são confiscados e devolvidos apenas quando a pessoa sai da cidade."

20.01.2017 16:00Barbara Lenz

Barbara Lanz aluga o seu salão de beleza durante o WEF e vai diretamente aos seus clientes cortar o cabelo (Kristian Kapp, swissinfo.ch)

A semana do Fórum Econômico Mundial (WEF) é um pouco excepcional para Barbara Lanz. Não por comemorar em 18 de janeiro o seu 35° aniversário, mas por não ter mais lugar de trabalho nesses dias. Durante o evento, ela aluga o salão "Kopp’s Coiffure" em uma rua bastante próxima do centro de congressos a uma empresa de seguros, que utiliza o espaço como sala de reuniões.

"Antes não aceitava essa oferta por consideração aos meus clientes", diz. Mas hoje a situação mudou. "Durante o WEF tenho muito poucos clientes e os pedidos vindos diretamente dos hotéis aumentam". Assim ela vai diretamente aos clientes, dentre eles personalidades da política e economia.

É o terceiro ano que aluga seu salão, para ela um bom negócio. O dinheiro adicional é investido no próprio salão. "Pude fazer algumas melhorias e também pagar cursos para as minhas funcionárias." 

20.01.2017 14:30Suíça deve "esperar mais fusões e aquisições com capital chinês"

As empresas chinesas entraram para as manchetes de jornais suíços no ano passado com várias fusões e aquisições, dentre elas a incorporação por US$ 43,3 bilhões da Syngenta, grupo suíço de pesticidas e sementes pela empresa chinesa China National Chemical Corporation (ChemChina).



O conhecido fabricante suíço de garrafas térmicas, Sigg, foi uma das empresas compradas por grupos chineses nos últimos anos.

O conhecido fabricante suíço de garrafas térmicas, Sigg, foi uma das empresas compradas por grupos chineses nos últimos anos.

(Keystone)

A Suíça pode esperar mais grupos chineses interessadas em suas empresas nos próximos anos. Foi o que declarou em Davos à swissinfo.ch, Liu Jiren, co-fundador e presidente do fabricante chinês de software, Neusoft.

Neusoft abriu sua sede europeia em 2009 na região do Appenzell, cantão ao noroeste da Suíça. De lá, a empresa atua nos mercados da Alemanha, Finlândia, Romênia e Israel. Atraída inicialmente pela forte indústria automobilística europeia, para a qual fornece software, Neusoft planeja agora expandir suas operações para o setor da saúde.

"Nós investimos muito em pesquisa e desenvolvimento nos nossos produtos e, para tal, necessitamos de know-how e talentos na Europa. Nós costumávamos nos concentrar (como estratégia no exterior) na comercialização, mas agora estamos mais interessados em cooperações", declarou Liu. "Se transferirmos nossas atividades de pesquisa e desenvolvimento para a Europa e a fabricação continuar na china, podemos alavancar ambos os lados."

Essa é uma situação em que os dois lados saem ganhando, pois as empresas europeias ganham acesso ao vasto e crescente mercado chinês, acrescenta Liu. "Cada empresa iniciante está à procura de oportunidades de acesso à China. Por isso temos facilidade de negociação com elas", diz e completa. "Muitas empresas europeias chegam na China com bastante antecedência. A globalização está no seu DNA."

As empresas chinesas estão expandindo seus negócios no exterior quando transformam seus modelos de negócios. O mercado doméstico chinês está evoluindo de um modelo de produção pesada para uma economia baseada em serviços, diz.

Para atender a essa demanda, Liu acredita que empresas chinesas irão procurar conhecimentos no exterior. "Haverá um número maior de empresas chinesas chegando na Europa e na Suíça", afirma. "Elas necessitam encontrar uma direção diferente para criar novos valores."

"A imagem da Suíça na China é de um país muito estável que também é bastante transparente, amigável e está sempre no topo dos rankings de negócios."

Um ponto positivo é quando as relações diplomáticas entre os dois países estão em um ponto tão positivo, como mostrou o acordo de livre comercio e a recente visita do presidente chinês Xi JinPing. 

20.01.2017 13:00Hape Waser

Hape Waser é o proprietário do "Früchte Waser", uma empresa de distribuição de frutas e legumes que presta serviço para quase todos os hotéis e restaurantes em Davos durante o Fórum Econômico Mundial (WEF). (Kristian Kapp, swissinfo.ch)

Desde segunda-feira ele não para de trabalhar. Hape Waser e sua equipe estão quase 24 horas por dia em ação. Até dois caminhões fazem diariamente o trajeto do grande mercado em Zurique até Davos durante a noite. Os pedidos chegam até as quatro horas da manhã. O próprio Waser dirige e recebe os pedidos por celular.

As mercadorias chegam às sete horas da manhã. Os pedidos mais exóticos vêm dos asiáticos, que desejam frutas especiais e outras especiarias não encontradas normalmente na Europa. Além disso, ainda existem os pedidos dos russos. "Eles podem pedir até cerejas, que deixam ser trazidas da Austrália de avião". Quanto custa? Sessenta francos o quilo. "Nesse caso o preço não importa", conta Waser. 

20.01.2017 12:00Paul Berri

Paul Berri tem 76 anos e conhece quase todo mundo em Davos. No passado chegou até a trabalhar no Fórum Econômico Mundial (WEF). (Kristian Kapp, swissinfo.ch)

Paul Berri é um habitante típico de Davos. Há mais de seis décadas ele está ativo no clube local de hóquei do gelo em diferentes funções. Como operário da construção civil, ele ajudou a construir muitas das casas do vilarejo, dentre elas também o centro de congressos onde funciona o WEF.

Depois ele trabalhou 15 anos para o evento como "mão-direita" de Maria Cattaui, a antiga chefe do WEF. Ele ainda se lembra dos seus primórdios. "No início era bem diferente. Os participantes saiam do hotel e iam para o congresso com as suas esposas ao lado."

Ainda hoje Berri gosta do evento. "É bom ter animação por aqui", diz. Apenas uma coisa não lhe agrada. "Se um visitante vem à cidade, ele fica chocado de ver que muitas lojas e até cafés são alugados durante esse período."

20.01.2017 11:20Começa a era de Trump



Os preparativos para a posse de Donald Trump.

Os preparativos para a posse de Donald Trump.

(Keystone)

Uma grande quantidade de tempo em Davos tem sido gasta até agora assistindo o progresso chinês. Mas a atenção de todos estará voltada hoje para a posse de Donald Trump como 45° presidente dos Estados Unidos.

Não muitos participantes de Davos estarão admirando o evento com pensamentos positivos, mas pelo menos havia uma voz que defendia solitariamente o bilionário. Anthony Scaramucci, um dos conselheiros mais importantes de Trump, tentou persuadir os presentes de que todos serão agradavelmente surpreendidos pelo seu chefe.

"Se alguns de vocês ficam chateados com as atividades deles no Twitter ou algumas coisas que ele tem dito, posso tranquilizar vocês", disse. "Ele é um homem generoso e compassivo. Ele ama as pessoas."

O "gênio" de Trump é sua habilidade de falar diretamente com as pessoas comuns, acrescentou. Muitos desses comentários são simplesmente mal interpretados. "As pessoas ficam alarmadas e ficam muito preocupadas, mas isso não é necessário."

"O presidente Trump pode ser uma das últimas grandes esperanças para a globalização, pois está focado em algo que temos de consertar internamente nos Estados Unidos para criar mercados mais florescentes."

Esse "algo" está recalibrando acordos comerciais internacionais que estão "assimetricamente voltados contra os Estados Unidos, defendeu Scaramucci. Agora é necessário que a China e seus aliados criem um campo de jogo mais nivelado. "Se a China realmente acredita na globalização, então ela tem de dar um passo em nossa direção e nos permitir a criar simetria", disse.

Essa mensagem irá acompanhar o presidente chinês Xi Jinping na sua viagem de volta. 

20.01.2017 08:15Daniel Paschoud

Como muitos dos participantes do Fórum Econômico Mundial (WEF) aproveitavam da ocasião para praticar esportes de inverno, lojas esportivas como a de Daniel Paschoud tiravam um grande proveito. Porém hoje em dia os participantes do encontro não têm mais tempo para prazeres na neve. (Kristian Kapp, swissinfo.ch)

A loja "Bündasport" em Davos tem tradição. Daniel Paschoud é a segunda geração de proprietários desde que ela foi aberta há 61 anos. Ele nasceu em Davos e sabe que o WEF está intimamente ligado ao vilarejo. "O encontro tornou Davos conhecido no mundo inteiro. Hotéis e restaurantes daqui aproveitam bastante dele. E eu tenho interesse que Davos mantenha seus bons hotéis. Muitos deles não estariam aqui se não fosse o WEF", declara.

Porém existe o lado negativo do encontro. "Nessa semana muitas coisas estão bloqueadas por aqui. Dois dos cinco teleféricos estão fechados. Também as escolas de esqui não têm mais clientes", conta, lembrando que, devido às condições especiais, a movimentação na sua loja acaba afetada. Sua especialidade são roupas para praticar o esqui, seja o esqui alpino ou o de fundo. Mas também vende pranchas para snowboard. Um dos seus mais importantes negócios é o aluguel de esquis durante o inverno. Mas durante a semana do WEF praticamente não aparecem clientes. Paschoud fala em "novas dimensões".

Paschoud também já viveu boas experiências durante esses dias. Antes do encontro ter reduzido a sua duração a quatro dias, muitas personalidades encontravam tempo para esquiar em Davos. Eles vinham na loja de Paschoud para alugar material para praticar o esqui de fundo. "Um ministro chinês veio uma vez ou a rainha Rania, da Jordânia, os dois com um grande número de guarda-costas.

Hoje a situação mudou. "Os participantes do WEF não têm mais tempo, pois suas prioridades mudaram. "Aqui eles acabam tendo uma agenda carregada de encontros e muitos não trazem mais as suas famílias", avalia. Porém dentre os clientes fiéis, ele lembra um russo que todos os anos compra para a sua equipe roupas na loja. Porém trata-se de uma exceção. "As pistas de esqui ficam vazias durante esses dias, assim como os restaurantes e teleféricos", lamenta. Porém lembra que pode viver com a situação. "Depois que tudo passa, a situação melhora. Às vezes, até no primeiro dia." 

19.01.2017 16:00Martin Hänggi

Existem habitantes de Davos que são críticos à realização do Fórum Econômico Mundial (WEF). Um deles é Martin Hänggi, proprietário de uma loja de produtos naturais. "Eu vejo que o encontro é importante para a economia local, mas não considero que seja uma 'benção' para nós". (Kristian Kapp, swissinfo.ch)

Martin Hänggi é um idealista. Originário de Davos, esse suíço de 48 anos ainda patina no gelo. Dentre os esportes que pratica: hóquei no gelo, patinação ou outros. E é proprietário de uma loja de produtos naturais, um contraste no local. "A loja é um oásis que me ajuda a influenciar de certa forma a vida em Davos", declara Hänggi.

"Financeiramente ela não me traz muito dinheiro", completa. Durante o WEF os clientes regulares escasseiam. "Durante o encontro meus clientes são, sobretudo, participantes do encontro. A loja não está na rua principal, mas sim bastante escondida", conta. Ele não recebeu até hoje nenhuma oferta para alugar a loja a uma empresa durante a semana do WEF. "Mas eu não o faria. Não combina com uma loja de produtos naturais. Os clientes achariam estranho e também acho que não valeria a pena fazê-lo para ganhar entre 10 mil ou 20 mil francos", afirma.

Hänggi tem uma opinião que não é muito bem vista em Davos. "Eu acredito que nós poderíamos viver muito bem sem o WEF. Nós iríamos, sim, começar a pensar de uma forma diferente". Ele vive durante os doze meses em Davos, o que não vale para todos. "Muitos estão aqui apenas durante o inverno. De abril a junho a cidade está morta". Sem o WEF, Davos encontraria uma forma de funcionar durante os doze meses do ano. „Muitos só têm receita nessas duas semanas que dura o evento. O resto do ano é indiferente para muitos deles." 

19.01.2017 15:30Como é por dentro do WEF?

Nosso correspondente em Davos, o jornalista britânico Matthew Allen leva os leitores da swissinfo.ch para um passeio por dentro do Fórum Econômico Mundial.

 

19.01.2017 15:00Bancos inseguros em relação às posições do governo britânico



A primeira-ministra britânica, Theresa May em Davos. 

A primeira-ministra britânica, Theresa May em Davos. 

(Keystone)

A primeira-ministra Theresa May anunciou no Fórum Econômico Mundial (WEF) que a Grã-Bretanha irá continuar a atrair investimentos externos mesmo com o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. Porém alguns bancos, dentre eles o suíço UBS, já falam da possibilidade de reduzir a sua presença no país.

"A Grã-Bretanha é e sempre será aberta aos negócios", declarou May aos participantes do encontro em Davos na quinta-feira, acrescentando que o país será ainda mais confiante, responsável pelo seu próprio destino após sair da União Europeia. E isso irá abrir as portas para uma nova "Grã-Bretanha global", que pode aproveitar melhor das oportunidades internacionais.

Mas o presidente do UBS, Axel Weber, não demonstrou muita confiança em uma entrevista dada à BBC em Davos. Ele disse que 1.000 dos 5.000 empregos que o banco mantém na Grã-Bretanha são diretamente afetados pelo "passaporte" da União Europeia. Trata-se de um acordo que permite os banqueiros de um país da UE de operar dentro do bloco de países.

Os detalhes de um divórcio britânico da EU ainda não são conhecidos, mas poderia implicar a perda desse "passaporte europeu", tornando Londres menos atraente como centro financeiro. Para os bancos suíços isso é particularmente relevante, já que a Suíça não faz parte da UE e necessita obter esse passaporte através das suas operações nos países membros da UE.

O UBS procura várias opções para os mil empregados afetados na Grã-Bretanha, disse Weber à BBC. "Temos que ver por eles como irá ocorrer o Brexit", disse. O banco HSBC já confirmou que irá transferir mil funcionários de Londres para Paris. Também os americanos do Goldman Sachs estão explorando essas opções.

No início do mês o banco privado Edmond de Rothschild informou que irá transferir o seu setor de administração de fortunas de Londres para países da EU com o objetivo de "aumentar seu foco". Em todo caso, o banco não abandonará completamente Londres. 

19.01.2017 10:30Futuro da Europa

O principal negociador da Suíça com a União Europeia, o diplomata Jacques de Watteville, afirma que os críticos na Europa do voto que decidiu o Brexit, a saída da Grã-Bretanha da União Europeia, devem parar de culpar os agentes externos pelos seus problemas, mas procurar as soluções internamente.

Também falando no painel "Open Forum" em Davos, presidente da Nestlé. "O ambiente político está se tornando cada vez mais emocional e menos fatual. Se você permite as emoções de se tornarem mais forte que os fatos, então termina com o populismo", declarou.

Veja aqui todo o debate em inglês.

Vídeo

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19.01.2017 08:10Elisabeth Mani-Heldstab

O Fórum Econômico Mundial (WEF) traz algumas experiências interessantes para os habitantes de Davos. Elisabeth Mani-Heldstab vive ao lado do heliporto, onde os participantes mais importantes desembarcam ou embarcam. Por isso ela necessita de uma permissão especial para chegar de carro no seu próprio apartamento. (Kristian Kapp, swissinfo.ch)

A suíça vive desde 1981 em Stilli, a região onde há dez anos funciona o heliporto durante a realização do WEF. Da sua janela ela vê como os diversos VIPs, sejam chefes de Estado, ministros e outros, pousam com seus helicópteros ao lado de casa. Ela está em uma zona de segurança que normalmente não pode ser atravessada por qualquer pessoa.

Por essa razão, Mani-Heldstab necessita durante os dias do WEF de uma autorização especial para se aproximar da sua casa ou se afastar dela. Quando os passageiros do helicóptero são muito importantes, é possível que ela seja obrigada a ficar em casa por mais de uma hora. Mas ela não se incomoda. "Não considero isso um incômodo. Os responsáveis do heliporto são muito simpáticos e estão 24 horas do dia a postos. Assim posso geralmente trafegar por aqui sem problemas", afirma.

Durante o evento, ela e sua família não recebem amigos em casa. "Se você sabe o que o WEF significa para Davos, aceitamos essas limitações", diz. Apenas uma coisa lhe incomoda. "É quando os helicópteros voam diretamente sobre a minha casa. Mas como já pedimos atenção aos responsáveis, os pilotos tentam evitar e dão uma volta maior nas casas." 

18.01.2017 16:00Salvar o clima "é mais urgente do que nunca"

Christiana Figueres, uma das responsáveis pela negociação do acordo climático COP 21 em Paris, está "extremamente preocupada" com a política ambiental defendida pela equipe do futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ela defende que as nações se esforcem mais para implementar as medidas decididas no acordo de 2015.



Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, durante seu discurso no pavilhão do Instituto de Pesquisa da Neve e Avalanches em Davos (WSL)

Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, durante seu discurso no pavilhão do Instituto de Pesquisa da Neve e Avalanches em Davos (WSL)

(Keystone)

Presente em um evento no Instituto de Pesquisa da Neve e Avalanches em Davos (WSL), Figueres que chegou o momento de tirar a agenda do clima das classes políticas e levá-la às empresas, investidores e ao público geral.

A COP 21 tem por fim reduzir as emissões de gases de efeito estufa e

O acordo determina que seus 195 países signatários ajam para que temperatura média do planeta sofra uma elevação "muito abaixo de 2°C", mas "reunindo esforços para limitar o aumento de temperatura a 1,5°C".

Figueres foi secretária-executiva da Conferência das Partes sobre o Clima da ONU (COP) entre 2010 e 2016, quando foi assinado a COP 21. Sua principal inquietação é que a tendência de protecionismo possa frear esses objetivos.

"Os governos nacionais terão conflitos entre si", previu durante o evento. "Tenho uma grande preocupação com o próximo governo dos EUA."

"Precisamos mudar o ônus de ação do discurso política às pessoas que podem realmente fazer uma diferença: as empresas, cidades e investidores."

O pavilhão do WSL reúne cientistas presentes ao encontro em Davos e tem como principal missão informação sobre os riscos que correm atualmente as regiões polares do planeta. Outro palestrante no evento foi Al Gore. O ex-vice-presidente dos Estados Unidos alertou que as mudanças climáticas poderão provocar "refugiados do clima", adicionando mais instabilidade política e social no mundo.

Em contraste, resolver o problema do clima poderia criar inúmeros empregos e impulsionar as economias em todas as partes do mundo, defendeu.

18.01.2017 15:00Jürgen Rüegg

A maioria dos chefes de Estado e ministros, assim como outros participantes do Fórum Econômico Mundial (WEF) viajam de helicóptero para Davos. O heliporto temporário Stilli é a base. Há dez anos Jürgen Rüegg é o responsável. (Kristian Kapp, swissinfo.ch)

Com boas condições climáticas há sempre muita movimentação no heliporto de Stilli em Davos. Até 500 helicópteros trafegam no local na semana do WEF. As pessoas transportadas são chefes de Estado, ministros e outros participantes do encontro. Todos desembarcam no heliporto de Jürgen Rüegg. Desde 1991 ele vive em Davos, onde trabalha na sua principal profissão: policial de trânsito.

O WEF sempre significou para ele mais trabalho, especialmente em controles de trânsito e no reforço da segurança. Há doze anos ele também trabalha como comandante das missões executadas com helicópteros. Dentre elas, está a construção do heliporto provisório em Davos.

Durante 24 horas do dia pousam no local helicópteros originários especialmente de Zurique, mas também de Genebra ou Milão. Esse horário vale apenas para as pessoas de "risco", ou seja, chefes de Estado ou ministros. Os outros voos, executados por empresas privadas, podem ocorrer de 8 às 22 horas.

Os dias de trabalho de Rüegg são longo, podendo durar até 14 horas. Dentre as condições especiais das ações durante o WEF, o frio do inverno é uma delas. "Nesse período do ano tudo congela", afirma o policial. Durante a visita da swissinfo.ch, o termômetro apontava 19 graus negativos. 

18.01.2017 13:20Ambiente em Davos

Davos, a cidade mais alta dos Alpes, recebe anualmente o Fórum Econômico Mundial. As autoridades suíças não medem esforços para garantir a segurança dos seus participantes. Países e empresas utilizam esse palco para difundir suas mensagens e discutir novas ideias. (Carlo Pisani, swissinfo.ch)

18.01.2017 12:30Farmacêuticas mudam o foco para doenças crônicas dos pobres

Duas décadas depois de terem sido impulsionadas a tomar medidas para combater a AIDS na África, as multinacionais farmacêuticas afirmaram na quarta-feira que irão investir 50 milhões de dólares nos próximos três anos para combater câncer e outras doenças não transmissíveis em países pobres.



Criança albina com câncer de pele na Tanzânia. 

Criança albina com câncer de pele na Tanzânia. 

(Keystone)

Vinte e duas companhias, dentre elas as suíças Novartis e Roche, assim como Pfizer, Merck, Sanofi e GlaxoSmithKline, irão contribuir com fundos e expertise ao projeto apoiado pelo Banco Mundial.

A chamada "Iniciativa de Acesso Acelerado" foi anunciada durante o encontro anual do Fórum Econômico Mundial em Davos. Seu principal objetivo é melhorar tanto o tratamento como a prevenção de doenças.

Severin Schwan, presidente da Roche, o maior fabricante do mundo de medicamentos no tratamento de câncer, afirma que sua empresa e outros já oferecem preços preferenciais para os países em desenvolvimento, mas que os custos eram o único obstáculo.

Países na África, Ásia e América Latina também necessitam de melhoras nos seus sistemas de saúde se os países devem se beneficiar dos últimos desenvolvimentos na medicina.

"Existe muito a fazer para melhorar a infraestrutura de hospitais. Você não pode aplicar tratamentos modernos no combate ao câncer se não dispõe de laboratórios sofisticados", declarou Schwan à agência Reuters. "Nós vamos institucionalizar a cooperação nessa área."

O câncer é o foco principal e as farmacêuticas irão trabalhar com a União para o Controle Internacional do Câncer para testar novos diagnósticos e tratamentos em inúmeras cidades no mundo com programas-pilotos.

No passado o foco dos cuidados de saúde nas partes mais pobres do globo era o combate de doenças infecciosas, seja através de campanhas de vacinação, distribuição de medicamentos e redes de proteção contra os mosquitos transmissores da malária.

Hoje, no entanto, as mortes provocadas devido a essas condições declinam. Ao mesmo tempo, a crescente população urbana sofre de doenças como câncer, diabetes, doenças coronárias e de pulmão quando adotam estilos ocidentais de vida.

As doenças não transmissíveis são responsáveis por 70% de todas as mortes no mundo e aproximadamente um quarto delas ocorrem em países de renda baixa e média, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

18.01.2017 11:30Patrizia Fuchs

Erio Cella gerencia há quase 42 anos o restaurante italiano Parma em Davos. Há 28 juntamente com a sua esposa Patrizia Fuchs. Durante o Fórum Econômico Mundial, seu estabelecimento recebe um grande número de personalidades. (Kristian Kapp, swissinfo.ch)

Erio Cella chegou em Davos há 55 anos. O italiano originário de Parma tinha apenas 17 anos. Quatorze anos depois, ele abriu o seu próprio restaurante, batizado com o nome da cidade natal. Foi em 1975. Até hoje ele se lembra: "Os nativos diziam que eu não iria sobreviver nem um ano. Mas hoje eu ainda estou aqui, o mais antigo gastrônomo de Davos".

Juntamente com sua esposa, Patrizia Fuchs, eles gerenciam o restaurante especializado em pratos italianos. Tradição é um ponto importante para ele. "Quando eu contrato um cozinheiro, pergunto sempre se ele trabalha na cozinha com a faca ou a tesoura. Pois hoje muitos trabalham mais com as misturas pré-fabricadas. Mas aqui comigo é diferente."

O WEF traz muitas personalidades ao seu restaurante. "O primeiro conselheiro federal (um dos sete ministros que governa a Suíça) foi o Nello Celio", conta Cella. Os últimos foram os atuais ministros Doris Leuthard e Alain Berset. Porém também há clientes internacionais como o rei Juan Carlos (Espanha) ou o falecido presidente de Israel, Shimon Peres. Sua visita era sempre um momento especial durante o encontro internacional, conta Patrizia Fuchs: "Shimon Peres ia primeiramente para a mesa dos clientes habituais e os cumprimentava e depois sentava à mesa". Essa atmosfera familiar é importante. "Nós tratamos todos da mesma maneira, mesmo durante o WEF", diz, lembrando que o cardápio também não é modificado para os VIPs.

A história de sucesso de Erio Cella também teve seus momentos difíceis. "Quando cheguei em Davos, achei que não ficaria mais do que quatro meses por aqui. Eu vim de Parma, oito metros acima do nível do mar. E aqui estava nas montanhas". Mas então ele começou de baixo, limpado pratos. "Meu primeiro salário era de 280 francos por mês". Hoje ri dessas lembranças. "No início lavava pratos e hoje, 55 anos depois, continuo limpando os copos." 

18.01.2017 10:00Como é ser um refugiado?

Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em junho, o número de pessoas deslocadas por motivos de conflitos e perseguições em todo o mundo chegou a aproximadamente 65 milhões em 2015.

O repórter da swissinfo.ch participou de uma simulação em Davos, onde o participante pode sentir como vive hoje em dia um refugiado.

O programaLink externo é oferecido todos os anos em Davos pela Fundação Crossroads, uma ONG baseada em Hong Kong. O principal objetivo dessa experiência de imersão é aumentar a compreensão para a questão dos refugiados. Os figurantes não são atores profissionais, mas sim trabalhadores humanitários ou até mesmo refugiados. 

17.01.2017 16:39Presidente chinês discursa no Fórum Econômico Mundial

Xi Jinping é a grande estrela do WEF em 2017. Como seria seu discurso? Ele desafiaria os Estados Unidos? O presidente chinês não desapontou, chegando mesmo a superar o tempo previsto de vinte minutos.



President Xi sendo recebido pelo fundador do WEF, o professor alemão Klaus Schwab.

President Xi sendo recebido pelo fundador do WEF, o professor alemão Klaus Schwab.

(Keystone)

Seu momento nos bastidores incluiu muitas críticas aos Estados Unidos e às ameaçadoras políticas protecionistas anunciadas pelo presidente Donald Trump. A China aparentemente assumiu o papel de líder global do livre comercio e da inovação econômica.

Em uma crítica velada às intenções de Trump de "construir um muro" entre os Estados Unidos e o México e, ao mesmo tempo, abandonar as negociações de um acordo de livre comercio, Xi afirmou que "buscar o protecionismo é como se trancar em um quarto escuro. Se o vento e a chuva podem ser evitados, isso também vale para a luz e o ar fresco". Países "não devem desenvolver o hábito de voltar ao porto quando enfrentam uma tempestade", acrescentou.

Xi também exigiu influência e também igualdade de condições em organizações internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em comparação com os EUA, as relações sino-suíças não poderiam estar melhores no momento. O presidente Xi concluiu uma série de acordos durante sua visita oficial à Suíça, incluindo melhorias no atual acordo de livre comércio firmado entre os dois países.

A China e a Suíça também declararam conjuntamente que 2017 será "o ano de turismo", comprometendo-se assim trabalhar em conjunto para aumentar o número de turistas entre os dois países. Xi disse que a cooperação sino-suíça deve "servir como um modelo para outros países".

"O governo suíço aprecia que a China assuma cada vez mais responsabilidades em meio a muitos desafios globais", disse a presidente da Confederação Suíça, Doris Leuthard, na segunda-feira (discurso integral no vídeo abaixo).

Discurso da presidente da Confederação Helvética na abertura do WEF 2017

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17.01.2017 15:00Alexander Bez

Alexander Bez vive há quase 16 anos em Davos. O alemão sempre trabalhou em hotéis. Atualmente é o diretor do "Dischma", que abriga durante o Fórum Econômico Mundial de Davos (WEF) os funcionários da Televisão e Rádio Suíças. (Kristian Kapp, swissinfo.ch)

"Eu vim para esquiar", diz Alexander Bez. Isso foi em 2001. E desde então o alemão ficou. Ele sempre trabalhou em hotéis como chefe de cozinha ou sous-chef. Rapidamente percebeu que o WEF é uma semana especial no ano, especialmente se a pessoa trabalha em um hotel próximo ao centro de congressos, na zona de segurança. "Nela até mesmo a entrega de comida é controlada pela polícia. Só existe uma entrada. Nenhum estranho pode entrar no hotel", conta.

Bez nunca teve um problema com isso. "Sempre gostei. É como estar em um filme". Quando era chefe de cozinha, ela atendia diversos pedidos especiais. "O presidente da Tanzânia trouxe a própria cozinheira consigo e nos mostrou como era para fazer o seu prato". Ele sempre conseguiu atender os pedidos, mas uma vez não foi possível. "Foi quando alguém pediu um bolo de amoras com iogurte. E ele queria naquele momento, mas não foi possível".

Alexander Bez não muda o cardápio do hotel durante o WEF, apenas com duas exceções. "Nós tiramos carne de porco e não fazemos mais nada com álcool. Assim temos mais tranquilidade durante a semana, pois sabemos que não haverá imprevistos."

Há dois anos o alemão dirige o Dischma. As medidas de segurança no hotel não são tão rigorosas como nos outros, pois está em uma área mais afastada da zona de segurança. Lá se hospedam apenas funcionários da televisão e da rádio. Porém o trabalho também é intenso. "O WEF representa para mim trabalho durante cinco dias, com 16 a 18 horas de labuta por dia."

Porém os preços não mudam durante esse período. "Nós assinamos um compromisso de que nenhum quarto pode ser mais caro do que no período entre Natal e ano novo." 

17.01.2017 12:30Maya Schmuker

O Fórum Econômico Mundial (WEF) de Davos dá trabalho para Maya Schmuker. Nativa do vilarejo, ela trabalha durante o encontro como guia turística para os familiares dos participantes. (Kristian Kapp, swissinfo.ch)

"Eu apoio a realização do WEF", declara Schmuker. A suíça de 63 anos nasceu e cresceu em Davos e depois de passar um período no exterior, já reside há 33 anos no local. Durante o inverno trabalha no caixa do teleférico de Jakobshorn e no verão como guia turístico.

Durante o fórum, a suíça costuma acompanhar as esposas dos participantes em passeios pelo vilarejo. "Por vezes eu mostro para elas a cidade da janela do carro ou acompanho grupos inteiros de mulheres nos programas anuais. Nessas ocasiões, eu organizo para elas almoços com queijeiros da região, que mostram então como fazer um verdadeiro fondue suíço". Então todos comem fondue e até a sobremesa pode ser uma fondue de chocolate. Do programa faz parte também passeios até St. Moritz para fazer compras."

Maya Schmuker espera que o WEF continue sendo realizado em Davos. "É a nossa segunda marca registrada", diz. "Quando me pergunta no exterior onde vivo, sempre digo que é o lugar onde se realiza o WEF e a Copa Spengler", diz, lembrando que se trata do mais tradicional campeonato de hóquei no gelo do mundo e que festejou em dezembro de 2016 o seu jubileu de 90 anos.

Ela sabe que o WEF não tem só amigos. "Existe pessoas que gostam e outros que detestam o evento, porém penso que existem gente que apoia."

Para muita gente, o WEF é um bom negócio. Muitos alugam seus apartamentos e casas durante esse período. Já outros setores são prejudicados. "Os professores de esqui e os teleféricos são uns deles, pois durante a semana do encontro ninguém aparece para andar de esqui e todos os hotéis estão cheios." 

17.01.2017 12:20Executivos internacionais otimistas com a economia global



Céu de brigadeiro para os executivos internacionais, pelo menos segundo a pesquisa de uma consultoria internacional.

Céu de brigadeiro para os executivos internacionais, pelo menos segundo a pesquisa de uma consultoria internacional.

( KEYSTONE / GIAN EHRENZELLER)

O otimismo de executivos suíços de que suas empresas irão crescer nos próximos dobrou em relação ao ano passado. Eles acompanham uma tendência revelada antes do início do WEF.

Cerca de 34% dos executivos estão "muito confiantes no crescimento de sua companhia nos próximos 12 meses". É o que mostra a 20a. edição de uma pesquisa anual realizada pela consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC).

Já no ano passado essa marca ficou em apenas 16%. Mundialmente, 38% dos executivos mundiais têm alta confiança nos seus negócios, mas as expectativas diminuem quando questionados sobre a economia global. Apenas 30% dos CEOs esperam um crescimento da economia global no ano, comparado a 27% do ano anterior.

Além disso, as tendências geopolíticas como excesso de regulamentação, incerteza econômica e a disponibilidade de capacidades profissionais foram as questões que mais preocupam os executivos em 2017, como mostra a pesquisa da PwC. Os riscos do protecionismo ocupam 60% das inquietações dos líderes empresariais.

A pesquisa também mostrou que os executivos são mais propensos de ver a globalização como algo favorável do que o público geral: 60% deles afirmam que a livre-circulação de capital, pessoas, mercadorias e informação têm tido um impacto positivo, enquanto que 38% do público compartilha a mesma opinião.

A decisão britânica de sair da União Europeia e a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos não afetaram os planos dos CEOs de investir nesses países, mostra também a pesquisa. Bob Moritz, presidente da PwC, ressaltou que "mais executivos no mundo estão planejando investir na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos que no ano passado."

Mundialmente, os EUA, Alemanha e a Grã-Bretanha se tornaram mercados mais interessantes para os executivos do que os emergentes como Brasil, Índia, Rússia e Argentina.

Em geral, os executivos internacionais nomearam os EUA, China, Alemanha, Grã-Bretanha e Japão como os cinco principais países de crescimento - sendo que a Grã-Bretanha desfruta de um impulso especial. Em comparação com o ano passado, 4% a mais CEOs dos Estados Unidos veem a Grã-Bretanha com potencial de crescimento, assim como 11% da China, 8% da Alemanha e 25% da Suíça.

O enviado especial do jornal brasileiro "Estado de São Paulo", Rolf Kuntz, apontou os resultadosLink externo da pesquisa da ótica brasileira.

"...Executivos brasileiros estão entre os mais otimistas do mundo quanto ao futuro de seus negócios, mas poucos pretendem contratar neste ano, segundo pesquisa divulgada pela PwC no âmbito do Fórum Econômico Mundial em Davos, nos alpes suíços...

Espantosos 57% (a palavra original é “astonishing”) estão “muito confiantes no crescimento de sua companhia nos próximos 12 meses”, de acordo com o relatório. Na média global, só 38% dos entrevistados mostraram a mesma confiança. No Brasil, no ano passado, só 24% deram essa resposta. Quando o prazo é alongado para três anos, 79% - 25 pontos mais que na pesquisa anterior - apostam no crescimento. A média global, nesse quesito, ficou em 51%.
O país continua entre os mais atrativos para o investimento estrangeiro, mas perdeu várias posições nessa lista nos últimos anos.

Em 2011, 19% dos consultados apontaram o Brasil como um bom lugar para investir. Os primeiros cinco eram China (39%), Estados Unidos (21%), Brasil (19%), Índia (18%) e Alemanha (12%). O país está hoje fora da lista dos cinco primeiros. Estados Unidos (43%) passaram à liderança, seguidos de China (33%), Alemanha (17%), Reino Unido (15%) e Japão (8%). Índia e Brasil aparecem depois, cada um com 7%, na sétima posição - o País aparecia em sexto no ano passado..." 

17.01.2017 12:00O que é o WEF?

Quanto custa, quem paga e para que serve o encontro realizado anualmente no vilarejo alpino de Davos. (SRF/JH/swissinfo.ch) 

O Fórum serve como um catalisador de ideias e publica uma vasta gama de relatórios sobre questões relevantes nos campos da competitividade, riscos globais e planejamento de cenários.

O WEF, como é mais conhecido o fórum na sigla em inglês, é uma organização sem fins lucrativos baseada em Genebra que atrai a atenção mundial por suas reuniões anuais em Davos, uma estação de esqui nos Alpes suíços. O evento reúne os principais líderes empresariais e políticos, assim como intelectuais e jornalistas selecionados para discutir as questões mais urgentes enfrentadas mundialmente, incluindo saúde e meio-ambiente.

A participação na reunião anual se dá apenas por meio de convite. Aproximadamente 2200 participantes se reúnem para um evento de cinco dias e participam de cerca das 220 seções do programa oficial. As discussões focam questões essenciais de preocupação global (como conflitos internacionais, pobreza, e problemas ambientais) e as possíveis soluções.

No final dos anos 1990, o WEF passa a sofrer fortes críticas de ativistas antiglobalização que alegam que o capitalismo e a globalização estão aumentando a pobreza e destruindo o meio-ambiente. Manifestações são frequentes em Davos contra os "ricaços na neve", como batizados pelo cantor Bono, um dos frequentadores do encontro.

Medidas rígidas de segurança em Davos têm mantido os manifestantes afastados do resort nos Alpes. Os custos com as medidas de segurança são compartilhados pelo Fórum e as autoridades nacionais e municipais suíças.


swissinfo.ch

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17.01.2017 10:20Andres Ambühl

Andres Ambühl, seis vezes campeão suíço de hóquei no gelo, é um dos melhores jogadores do país. Nascido em Davos, ele é hoje capitão do Hockey Club Davos e conhece o Fórum Econômico Mundial desde a infância. (Kristian Kapp, swissinfo.ch)

Dois eventos fazem a fama de Davos: o Fórum Econômico Mundial (WEF) e a Copa Spengler, a mais antiga competição internacional de clubes de hóquei no gelo no mundo. O HC Davos, a equipe anfitriã da competição, é a que mais tem títulos na história do campeonato suíço (31). Seu capitão, Andres Ambühl, foi campeão suíço seis vezes e é, assim, um dos melhores jogadores de hóquei do país.

Ambühl cresceu em um vale próximo de Davos. Seus primeiros contatos com o WEF ocorreram quando tinha 12 anos. Ele se lembra bem dessa época. "Os controles eram ainda mais rigorosos do que hoje. Mesmo uma criança de 14 anos poderia ser parada para mostrar a sua carta de identidade."

O WEF também teve consequências para o clube de hóquei no gelo: "Eu estava jogando com os juniores e, durante a semana do WEF, a gente não podia treinar. O Exército precisava estacionar seus veículos na nossa arena". Hoje em dia a situação melhorou: apenas os vestiários das equipes convidadas são requisitados. Porém um obstáculo continua existindo: durante o WEF, o clube não pode disputar partidas em casa e só joga no exterior.

Andres Ambühl não faz parte dos grupos de opositores ao WEF. "Esse encontro é uma fonte de renda importante para todos os atores da região."

O período do WEF se tornou mais tranquilo do que no passado. Quando era adolescente, ele presenciou diversos protestos e atos de vandalismo durante o encontro. "Enquanto você é jovem isso não incomoda. Pelo contrário: meus amigos e eu até nós estávamos curiosos para ver o que acontecia. Na época as pessoas diziam para não irmos à cidade no sábado, pois era quando haveriam as confusões". Hoje em dia, elas pertencem ao passado. 

16.01.2016 18:27Custos de segurança do WEF crescem enquanto os riscos do terror aumentam



Polícia e forças armadas na Suíça são responsáveis pela segurança dos participantes do WEF.

Polícia e forças armadas na Suíça são responsáveis pela segurança dos participantes do WEF.

(Keystone)

A ameaça crescente de ataques terroristas faz explodir os custos para o policiamento durante o Fórum Econômico Mundial em Davos (WEF) de nove milhões de francos (US$ 8,9 milhões). O valor está um milhão de francos acima do orçamento planejado, como explica a polícia do cantão dos Grisões, responsável pela segurança do evento.

Esse ano, aproximadamente três mil pessoas estão credenciadas para participar do evento, incluindo o presidente chinês Xi Jinping. O recente ataque terrorista ao mercado natalino de Berlim mostrou ainda mais claramente os riscos, como afirmou o chefe cantonal de polícia, Walter Schlegel, durante a coletiva de imprensa ocorrida na segunda-feira, um dia antes do início do WEF.

Dos participantes, cem deles seriam considerados "VIPs" como chefes de Estados e membros da realeza. Eles chegam em Davos e terão proteção especial, ressalta Schlegel. Forças policiais foram requisitadas de outros cantões e também de Liechtenstein, país vizinho à Suíça. O chefe de polícia não quis dizer, porém, o número exato de policiais que estarão em ação durante a semana.

O Exército suíço emprega 4.736 soldados no WEF, afirmou o general Jean-Marc Halter, encarregado da segurança militar durante o evento. Dentre as suas principais missões: vigilância do espaço aéreo e escoltar de VIPs a Davos.

O custo anual de 28 milhões de francos da segurança militar é coberto pelo ministério da Defesa, que fixou um limite máximo de cinco mil soldados. Esse número manteve-se constante durante os anos passados, enquanto o custo do policiamento teve um aumento considerável.

Eles são divididos entre o cantão dos Grisões (2 milhões de francos), o município de Davos (900 mil), Klosters (100 mil), o governo federal suíço (3 milhões) e o próprio WEF (2 milhões). O governo suíço prometeu um adicional de 750 mil francos para os encontros realizados entre 2016 e 2018 caso o orçamento de 8 milhões estoure.

Adicionalmente, o governo também irá cobrir 80% dos custos de proteção dos VIPs caso ocorre um incidente (como um ataque terrorista ou tentativa de assassinato).

Porém o WEF dá também um considerável retorno à Suíça: só entre julho de 2015 e junho de 2016, a organização não-lucrativa teve um volume de negócios de 228 milhões de francos e um superávit de 1,2 milhões.

Um estudo da Universidade de St. Gallen, (a pedido do WEF) estimou que o Fórum Econômico Mundial gera 50 milhões de francos em negócios para Davos e suas cercanias, além de 79 milhões de francos para o resto da Suíça. 

16.01.2017 14.00A situação pode esquentar em Davos



Os últimos preparativos sendo realizados para o encontro em Davos.

Os últimos preparativos sendo realizados para o encontro em Davos.

(Keystone)

Um bem-vindo caloroso da swissinfo.ch em Davos sob a neve. O 47° encontro anual do Fórum Econômico Mundial começa na terça-feira...

As estações suíças de esqui estão esperando há muito tempo a neve. Finalmente ela chegou durante o final de semana. Foi tanta, que o popular tobogã de Schatzalp chegou a fechar no sábado. A imprevisibilidade das temperaturas globais e os padrões climáticos serão debatidas em um certo número de sessões sobre o meio ambiente em Davos. Uma sessão, prevista para ocorrer na quarta-feira, irá questionar se os países estão cumprindo os compromissos firmados na conferência mundial sobre o clima COP21 em dezembro de 2015.

Os principais cientistas do mundo vão falar sobre as mudanças das temperaturas do Ártico durante o WEF a partir de uma base nessa região remota. Al Gore, antigo vice-presidente dos Estados Unidos, irá falar juntamente com Christiana Figueres, a ex-secretária-executiva da Conferência das Partes sobre o Clima da ONU (COP) no Instituto de Pesquisa da Neve e Avalanches em Davos (WSL).

Eu estarei acompanhando o evento e outros também durante essa semana.

O presidente Xi Jinping será o primeiro líder chinês a discursar no WEF na terça-feira. Ele chegou no final de semana na Suíça acompanhado por um grande comitê de políticos e empresários. As empresas chinesas estão cada vez mais ativas na Suíça, especialmente nos últimos anos. A estatal química ChemChina, por exemplo, comprou a multinacional suíça Syngenta por 43 bilhões de dólares. Outra empresa chinesa, a Haers Vacuum Containers comprou também o tradicional fabricante de garrafas térmicas suíço, Sigg. Também o conglomerado chinês HNA Group engoliu a empresa de serviços aeroportuários Swissport e Gategroup.

Na sexta-feira, o encontro em Davos estará no seu ápice. Nesse dia, Donald Trump se tornará o 45° presidente dos Estados Unidos. Ele enviou diversos representantes da sua equipe de transição à Davos. Ao mesmo tempo, o vice-presidente americano ainda no cargo, Joe Biden, e o secretário de Estado, John Kerry, irão discursar em Davos.

Eu também tentarei descobrir o que a adesão integrar da Suíça no Horizon 2020, o programa de financiamento científico da União Europeia, significa para ela. Outra questão interessante será descobrir como a Suíça irá devolver bilhões de francos congelados em contas de um ditador da Tunísia.

O WEF estará focado também nos conflitos da Síria e do Iraque e a consequente crise de refugiados e seu impacto na Europa. No mundo ocidental, líderes avaliam a ascensão do populismo como uma reação do eleitorado da classe média. O que 2017 nos trará?

Essa é apenas a ponta do iceberg metafórico. Esse encontro global sempre precisa apresentar algumas surpresas. 

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