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Mídia comenta o fim da maldição espanhola

Casillas, herói da vitória espanhola sobre a Itália.

(Keystone)

Iker Casillas é destaque na imprensa européia nesta segunda-feira. O goleiro espanhol defendeu dois pênaltis na vitória de 4 a 2 sobre a Itália e garantiu a classificação da equipe para a semifinal contra a Rússia.

Os espanhóis comemoram o fim de uma maldição – não ganhavam da Itália em competições oficiais há 88 anos. A imprensa russa diz que a Espanha só mostrou uma coisa: perseverança, nada mais.

Espanha



Marca.com: "O título desta crônica já estava preparado: 'Porca miséria'. Não é pessimismo, era um questão de história. Sempre que chegamos a uma destas, acaba igual. No entanto, um dia teríamos de obter o prêmio. Casillas ganhou o duelo dos gigantes contra Buffon e fez pular de alegria o país inteiro. Foi o prêmio pelo melhor futebol, embora tenha chegado na loteria dos 11 metros."

ElPaís.es: "Espanha espanta os fantasmas. A seleção alcança sua primeira grande semifinal desde 1984, após uma partida de exigência máxima. Esta vitória teve um grande valor simbólico."

AS.es: "Espanha rompe com a maldição. Partida heróica com Casillas como estrela. Os italianos apostaram nos pênaltis e perderam. A seleção espanhola passou das quartas-de-final e aspira a tudo."

Itália



La Stampa.it: "Itália volta para casa com crueldade."

La Gazzetta dello Sport.it: "Itália, que pena! A aventura acabou, a Espanha nos elimina do torneio. A magia de Berlim se derrete numa quentíssima noite de Viena."

Corriere dello Sport.it: "Acabou o sonho do campeonato europeu. Decisivas foram as falhas de De Rossi e Di Natale, que nos condenaram à eliminação. Resta muita amargura, e para a seleção talvez termine a era Donadoni."

La Repubblica.it: "A Itália teve medo demais da derrota: uma partida horrível de duas equipes que se temiam. As fúrias vermelhas tiveram mais coragem. A Itália pagou pela falta de convicção e coragem."

Rússia



Gazeta.ru: "A equipe espanhola mostrou perseverança, nada mais. Na tática, na velocidade e na técnica, o futuro rival cede ante a Rússia."

Alemanha



Bild.de: "Casillas rompe com a maldição dos pênaltis."

Focus.de: "A Espanha resiste com sucesso à campeã mundial Itália – não com futebol de alta classe e sim com bravura, vontade de vencer e sorte na cobrança de pênaltis."

Spiegel.de: "A partida diante de 51.400 torcedores em Viena começou morosa por culpa principalmente da campeã mundial. O time comandado por Roberto Donadoni restringiu-se a impedir gols."

Sueddeutsche.de: "Artistas dão xeque-mate no muro: foi um interminável clássico mediterrâneo a temperaturas mediterrâneas."

Suíça



NZZ.ch: "Espanha rompe o betão italiano. Os ibéricos foram a melhor equipe numa partida fraca."

20min.ch: "Adios maldição! Arrivederci campeã mundial!"

Áustria



Kronenzeitung.at: "Espanha vence a Itália numa partida de suspense – e adeus campeã do mundo!"

DiePresse.com: "Espanha graças à bruxa Casillas na semifinal. Após 120 minutos sem gols, os ibéricos tiveram o melhor goleiro e o melhor final."

Portugal



Abola.pt: "Cento e vinte minutos de futebol calculista, sem rasgos individuais e com escassas oportunidades de golo. Espanha e Itália não quiseram correr riscos, até pareceu que estavam a jogar para as grandes penalidades. Desculpem qualquer coisinha, mas ao ver este jogo sentimos saudades de Portugal, da Croácia, da Holanda... – equipas com futebol 'perfumado' e que já disseram adeus ao Europeu."

swissinfo, Geraldo Hoffmann

Espanha 4 x 2 Itália (nos pênaltis)

Espanha:Casillas - Sergio Ramos, Marchena, Puyol, Capdevila - Marcos Senna - Iniesta, Xavi (Fabregas), Silva - Villa, Fernando Torres (Guiza)
Técnico: Luis Aragonés

Itália:Buffon - Zambrotta, Panucci, Chiellini, Grosso - Aquilani (Del Piero), de Rossi, Ambrosini - Perrotta(Cazorla) - Toni, Cassano (Di Natale)
Técnico: Roberto Donadoni

Data: 22/06/2006
Local:Viena, Áustria
Público: 50 mil (quase lotado)
Árbitro: Herbert Fandel(Alemanha)
Cartões amarelos: Iniesta (E); Ambrosini (I)

Cobrança de pênaltis:
Villa 1:0. Grosso 1:1. Santi Cazorla 2:1. De Rossi (Casillas defendeu). Senna 3:1. Camoranesi 3:2. Guiza (Buffon defendeu). Di Natale (Casillas defendeu). Fabregas 4:2.

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