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Mais terras para os grandes produtores

A vaca continua sendo um símbolo, mas os suíços são cada vez mais urbanos. Keystone Archive

O número de produtores agrícolas cai mais uma vez. Porém esse é o desejo do governo: pequenos agricultores abandonam a profissão, enquanto os grandes produtores expandem suas unidades.

Este conteúdo foi publicado em 18. agosto 2006 - 11:27

Políticos discutem a velocidade do processo. Entre 1990 e 2005, mais de 29 mil pequenas fazendas com menos de 20 hectares foram fechadas.

Segundo o Departamento Federal de Estatísticas (BFS, na sigla em alemão), no ano passado a Suíça ainda dispunha de 63.627 unidades de produção agrícola, 2.239 a menos do que na última contagem realizada em 2003. Em comparação com 1990, 31% das fazendas e sítios fecharam as suas portas para sempre.

O que praticamente não mudou nos últimos anos foi o espaço utilizado no país para a produção agrícola: 1,06 milhões de hectares. Também segundo o BFS, desde 1990 aumentou em 39% o número de propriedades agrícolas com mais de 20 hectares, enquanto o de pequenas unidades foi reduzido em 44%.

Abandonar a profissão

O fechamento de diversas fazendas e sítios ocorre geralmente no momento de troca de gerações, ou seja, quando pais passam para seus filhos o comando delas, como explica a Federação Suíça dos Agricultores. "Quarenta por cento das famílias não vêem nenhum futuro no trabalho do campo", declara Hansjörg Walter, presidente da federação.

Até hoje, mais da metade das unidades agrícolas do país são consideradas pequenas, onde a área de plantio tem até 15 hectares. Apesar do tamanho não ser determinante para definir o sucesso econômico, o número de propriedades rurais que trabalham no vermelho e só existem graças às subvenções federais é considerando muito grande pelos críticos do sistema.

Em relação a 1990, o número de grandes propriedades não pára de crescer. As estatísticas mostram que, na classe de 40 a 50 hectares, 1.814 unidades foram registradas no ano passado. Em 1990, haviam apenas 875 propriedades nessas dimensões. Já a categoria de propriedades entre 70 e 100 hectares triplicou nos últimos quinze anos, passando para 318 unidades.

Fazendas biológicas nas montanhas

Cerca de 10% das unidades agrícolas na Suíça trabalham com técnicas biológicas. Porém o crescimento desse tipo de fazendas se tornou mais lento, apesar do consumidor mostrar cada vez mais interesse por produtos considerados "ecológicos". As regiões onde mais cresce a produção ecológica são as de montanha, onde 20% das unidades agrícolas são consideradas "bio".

Com a liberalização do preço do leite e o fim das quotas fixas compradas pelo Estado, o setor pecuário também vive um processo rápido de reestruturação. O número de gado leiteiro continua estável, com 699.200 vacas leiteiras registradas na última contagem. Um forte aumento (9,7%) foi verificado no número de cabras de criação, que passou para 74. 000.

swissinfo com agências

Breves

O governo suíço lançou em 1993 um programa de reforma da política agrária, onde esta deveria se aproximar mais das leis do mercado. Até então, os agricultores recebiam garantias de compra da produção por preços pré-determinados. A agricultura suíça era considerada, junto com a do Japão, como uma das mais protegidas do mundo.

As subvenções foram substituídas por pagamentos diretos. A ajuda financeira dada pelo governo aos agricultores é definida por uma lista de serviços cumpridos como a manutenção da natureza e das floretas.

Além disso, os agricultores recebem também pagamentos diretos, quando a produção é feita segundo padrões ecológicos.

Além do aspecto ecológico, o principal objetivo da reforma e tornar a agricultora helvética mais competitiva. Nesse sentido, as garantias de preço são reduzidas, como por exemplo cortando as subvenções dadas à exportação.

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Fatos

Em 2005, 188 mil pessoas trabalhavam na agricultura.
Em 1990 ainda eram 254 mil.
Em 1990, o governo federal pagava 2,6 bilhões de francos em subvenções aos agricultores.
Em 2005, o orçamento para a agricultura passou a 3,9 bilhões de francos, o que corresponde a 7,5% dos gastos totais do governo.

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