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Massacre de Zug questiona normas de segurança

Segurança foi imediatamente reforçada na entrada do Palácio do Governo, em Berna

(Keystone)

Os sistemas de segurança nos Parlamentos e edifícios públicos em geral são quase inexistentes na Suíça, em comparação internacional. Apesar do grande número de armas em circulação, o país é excepcionalmente calmo. Políticos e empresários não têm segurança pessoal e até no Palácio do Governo é possível entrar sem ser revistado.

Um massacre como o ocorrido quinta-feira em Zug era inimaginável até então na Suíça. Num ato de revolta pessoal, um simples cidadão disfarçado de policial entrou na Assembléia Legislativa e abriu fogo contra os presentes matando 14 pessoas (11 deputados estaduais e 3 membros do Executivo), antes de se suicidar.

Segurança reforçada

O país ficou novamente em estado de choque e o reflexo imediato foi reforçar a segurança no Palácio do Governo, em Berna, e nos Parlamentos regionais. Foi uma reação quase expontânea, sem planos definidos, pois os suíços não estão habituados a isso.

Normalmente, o acesso é totalmente livre às dependências das Assembléias, muitas vezes sem sequer um controle de identidade. Mesmo nas cidades maiores, senadores, deputados e prefeitos usam os transportes coletivos e não dispõem de segurança pessoal.

População armada

Mas os suíços adoram armas. Embora haja uma lei restringindo exportações, comprar armas no mercado interno é relativamente fácil e há muitos colecionadores. Além disso, no Exército de milícias (não profissional), o soldado guarda arma, munição de guerra e farda em casa, para ser mobilizado rapidamente em caso de urgência.

Philippe Zahno, porta-voz do Exército, afirma que há 420 mil fuzis automáticos e milhares de pistolas nas residências dos soldados. Com certa freqüencia, essas armas são utilizadas em conflitos familiares.

Essas armas em circulação preocupa alguns parlamentares. O deputado federal democrata-cristão Paul Günter, membro da Comissão de Segurança da Câmara, considera que, depois do final da guerra fria, "não se justifica mais que os soldados tenham suas armas em casa."

O atirador que matou 14 pessoas em Zug, embora não estivesse mais na ativa, estava armado com um fuzil e uma pistola do Exército.

swissinfo com agências

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