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Mortes em Hebron questionam presença de observadores

O veículo em que viajavam as vítimas

(Keystone)

Uma suíça e um turco, observadores da ONU em Hebron, abatidos na terça-feira, colocam em questão a existência do corpo de observadores da ONU na região.

O incidente teve como primeira conseqüência a suspensão das atividades dos mais de 80 observadores da TIPH - Presença Temporária Internacional em Hebron. Foram mortos a suíça Catherine Berruex e o turco Cengiz Toytunc. Um outro turco, capitão Heseyin Ozarslan, ficou ferido.

O ataque ocorreu em estrada muito freqüentada por colonos e militantes judeus da região.

Com a cara e a coragem

Os observadores da ONU, entre os quais oito suíços, foram destacados para a região pela ONU em 1995. Têm como função coletar informações que possam fortalecer ou pelo menos favorecer a paz numa área conturbada.

No trabalho, eles saem em campo com a cara e a coragem. Só tem para se defender um capacete e um colete a prova de balas. Diante de freqüentes incidentes e tiroteios encontram-se, então, muito desamparados.

No ataque de terça-feira contra o veículo em que a suíça e seus dois acompanhantes turcos viajavam, figurava claramente as 4 letras TIPH indicando que eram observadores da ONU.

Responsabilidade

Quanto aos responsáveis, as versões são contraditórias. Segundo o comandante turco, ferido na ocasião, o atacante vestia uniforme da polícia palestina. Porta-voz do exército israelense estimou que o veiculo foi alvo errado de palestino.

Já a Autoridade Palestina acusa abertamente os militares israelenses de terem "maquiado a agressão". Porta-voz da municipalidade de Hebron garante que "os indivíduos que abriram fogo não eram membros da polícia palestina".

Enquanto isso, Yásser Arafat (que desistiu de participar da cúpula árabe em Beirute) pediu inquérito aprofundado. Suíça e Turquia também esperam esclarecimentos sobre o que realmente aconteceu.

A missão internacional das Nações Unidas começou em Hebron, há 7 anos, depois de um massacre perpetrado por um colono israelense em 1995. O colono matou 29 palestinos.

swissinfo com agências


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