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Mostra trouxe cinema suíço à capital paulista

Cena de "Fotógrafos de Guerra".

O público paulistano teve a oportunidade de conhecer parte das produções da nova safra de filmes helvéticos em uma mostra organizada pelo Consulado Geral da Suíça, em parceria com a Swiss Films.

No total foram 13 longas metragens e 12 curtas, que puderam ser vistos em apresentações gratuitas até domingo, 22 de junho, no Centro Cultural São Paulo, zona sul da cidade.

A Mostra "Pastores, Amantes e Sonhos, já passou por nove países da América Latina (Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai, Equador, Colômbia, Venezuela, México e Cuba) e deve seguir para Bolívia, logo após as apresentações em terras paulistas.

Segundo Célia Gambini, adida cultural do Consulado Suíço em São Paulo, "há muito tempo não se fazia uma mostra exclusiva de cinema suíço e abrir um espaço como esse na capital paulista é muito importante para dar visibilidade à cultura helvética".

Ela afirma que este evento fez parte de uma série de esforços das representações suíças no Brasl para aproximar os dois povos.

Além dos estereótipos

"A imagem que se tem da Suíça é baseada em estereótipos como o chocolate e as montanhas. Mas, eventos como esse indicam as várias facetas da cultura helvética, além de mostrar ao público o que há de mais novo sobre o país e seu cinema", diz Gambini.

O grande diferencial do evento esteve na diversidade dos temas e dos gêneros abordados na mostra.

Célia Gambini afirma que os filmes oferecem um corte transversal no que se pode chamar de o novo cinema suíço, nascido nos anos 60 e encorpado ao longo dos anos até a solidez profissional dos anos 90.

Filmes como o documentário "O gênio helvético", de Jean-Stéphane Bron, e "Nem polícia, nem negros, nem brancos", de Ursula Méier, dão humor e vivacidade a mostra.

A abertura do evento contou com a participação do diretor Georges Gachot, que veio especialmente para falar sobre o documentário que fez sobre Martha Argerich (Conversas Noturnas).

Particularmente Gachot tem uma história de proximidade com a cultura e o público brasileiro. Segundo ele, tudo começou em 1998 quando assistiu uma apresentação de Maria Bethânia, no Festival de Montreux. Ali ele foi arrebatado pela força da música do Brasil o que o levou a produção, cinco anos depois, do documentário sobre a cantora (Música é Perfume).

Presença de cineasta

"É gratificante poder falar ao público brasileiro e mostrar meu trabalho. Antes de tudo, sou um apaixonado por música e pelos ritmos do Brasil e estar aqui é dar continuidade ao meu trabalho" diz alegremente Gachot.

A empolgação do diretor o colocou em mais um documentário, dessa vez sobre Nana Caymmi, que ainda esta sendo rodado.

"A música brasileira é tão rica quanto a música clássica em melodia e harmonia. Se pudesse faria filmes sobre todos os artistas brasileiros" afirma o diretor.

Embora pareça exagero, ele diz ter a pretensão de fazer novos projetos com Milton Nascimento e Caetano Veloso, entre outros. Isso demonstra a boa vontade de Gachot em pesquisar a música brasileira e elevá-la a tema central de seus filmes.

Gachot afirma que "o Brasil é um lugar ótimo para fazer filmes sobre a influência da música e dos ritmos" e sentencia "é o local ideal para trabalhar...".

Na mostra na capital paulista ele participou com o documentário que fez sobre Martha Argerich, brilhante pianista argentina.

Georges diz que foi muito difícil fazer este filme, pois a artista portenha não gosta de dar entrevista e por isso, foi uma tarefa árdua convencê-la de gravar as três horas de conversa para dar o corpo ao seu documentário.

Gachot revela que o trabalho com Bethânia foi mais fácil, pois a intérprete gostou da idéia do diretor e, embora não goste de dar entrevistas, abriu uma exceção para ele.

Ao final, a atenção do diretor e sua aproximação com a cultura brasileira foram importantes para levar mais de 200 pessoas ao evento de abertura da mostra em uma noite de frio paulistano.

swissinfo, Alvaro Bufarah, São Paulo

Breves

"Pastores, Amantes e Sonhos, já passou por 9 países da América Latina (Uruguai, Argentina, Chile, Paraguai, Equador, Colômbia, Venezuela, México e Cuba).

Depois de São paulo, segue para Bolívia. Ao todo, são 13 longas metragens e 12 curtas.

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