Porque um vilarejo suíço facilita a naturalização de estrangeiros

Existe algo de especial em Schelten, um vilarejo suíço localizado nas montanhas da cordilheira do Jura (norte). Apesar da localidade ter apenas 36 habitantes, mais de três mil estão registradas como nativos. A grande parte vive no exterior.

Este conteúdo foi publicado em 02. setembro 2018 - 12:30

A explicação para o mistério é que Schelten naturalizou pouco antes da 1ª Guerra Mundial uma grande quantidade de estrangeiros para melhorar o seu orçamento.

Um documento da época (1913) mostra que os membros do governo local aprovaram a naturalização de várias famílias de estrangeiros que trabalharam por muitos anos no país ao custo de 300 francos por família. O município utilizou o dinheiro para apoiar seus habitantes mais pobres.

Josef Stolz, um cronista local, afirma que o procedimento era rápido e "relativamente barato". De acordo com o historiador Hervé de Weck, os homens naturalizados também não tiveram de colocar as suas vidas em risco lutando nas trincheiras alemãs ou francesas. Os vilarejos de Beurnevésin, Bonfol, Roche-d'Or e Epiquerez, estas localizadas no cantão de Berna, também ofereceram a naturalização facilitada.

A única desvantagem da política de Schelten é que a naturalização de muitos dos seus moradores aumentou o custo de envio do material eleitoral. Hoje o governo local gasta 350 francos em selos para enviar o material explicativo e as cédulas eleitorais. A maioria dos envelopes não retorna. (Fonte: SRF/swissinfo.ch)

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