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Do cânhamo ao nylon A corda de segurança

As cordas de escalada percorreram um longo caminho desde quando eram feitas de fibras naturais. Um especialista nos mostra como são feitas e o que as tornam seguram. (Carlo Pisani, swissinfo.ch)

No alvorecer do alpinismo, na segunda metade do século XIX, os escaladores eram impulsionados pela aventura e a ascensão de riscos, sem muita proteção. Pelo menos no que depende dos equipamentos da época.

As cordas de escalada usadas naquela época eram emprestadas dos barcos a vela e da agricultura. Elas eram feitas de fibras naturais, como cânhamo ou linho. Às vezes até mesmo de seda. Assim, eram pesadas para carregar, duras de segurar, absorviam água e congelavam em ambientes frios.

Com as cordas da época, despencar era fácil. Elas não só partiam com o peso do escalador, mas também não tinMatthias Taugwalderham as capacidades de absorção de choques das atuais.

As chances de sobreviver a uma queda melhoraram muito após a Segunda Guerra Mundial. Sem dúvida, a maior mudança de paradigma na fabricação veio com a introdução do nylon como matéria-prima.

As cordas de hoje são muito mais seguras não só porque são fortes, mas também porque são mais flexíveis, o que lhes permitem absorver a energia em uma queda.

Isso faz com que sofrer uma queda seja menos arriscado nos dias de hoje, apesar de não eliminar todos os riscos de uma escalada.

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