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Mais testes não autorizados descobertos em clínicas psiquiátricas

Jornalistas revelam que todas as clínicas universitárias da Suíça realizaram testes com novos medicamentos ainda não regulamentados entre os anos 1950 e 1970. Em alguns casos eles foram realizados sem o consentimento dos pacientes. Em toda a Suíça seriam 4.200 vítimas dessas práticas. (SRF/SDA/swissinfo.ch).

Este conteúdo foi publicado em 28. janeiro 2018 - 15:45

Centros médicos das universidades da de Zurique e Basileia participaram de testes com os medicamentos ainda não regulamentados. Todavia, documentos recentes mostram que clínicas universitárias de outras cidades suíças como Lausanne, Genebra e Berna também participaram desses programas, em alguns casos com efeitos colaterais graves para os pacientes. O caso foi revelado há pouco por jornalistas do programa "Suíça Atual", da televisão pública. Porém não foi o único.

Nos anos 1970s, a clínica psiquiátrica de Wil, no cantão de St. Gallen, tratou 60 pacientes com medicamentos não regulamentados. Os direitos dos pacientes só foram garantidos a partir da entrada em vigor de uma nova lei em 1980. Antes delas já se exigia uma autorização dos pacientes para operações, mas não para testes com medicamentos.

A entidade afirma que os pacientes estavam cientes de que as novas substâncias faziam parte de um estudo clínico, acrescentando também que há investigações internas para descobrir se os pacientes envolvidos não autorizaram, afinal, sua participação. No entanto, os arquivos não contêm mais a documentação dos estudos. Possivelmente o médico responsável levou consigo as informações ao se afastar das suas funções em 1985.

Também se estima que a clínica de St. Urban, em Lucerna, tratou mais de 200 pacientes com substâncias não autorizadas dos anos 1950 aos 1960. Elas eram fornecidas gratuitamente pela indústria farmacêutica da Basileia. Em troca as empresas tinham acesso aos resultados dos estudos, explica o historiador Urs Germann à televisão pública. No caso do calmante "Taracan", afirma Germann, o tratamento chegou até a ser forçado para alguns pacientes.

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