Navegação

Menu Skip link

Subsites

Funcionalidade principal

19.01.2017 16:00 Martin Hänggi

Incorporar

Existem habitantes de Davos que são críticos à realização do Fórum Econômico Mundial (WEF). Um deles é Martin Hänggi, proprietário de uma loja de produtos naturais. "Eu vejo que o encontro é importante para a economia local, mas não considero que seja uma 'benção' para nós". (Kristian Kapp, swissinfo.ch)

Martin Hänggi é um idealista. Originário de Davos, esse suíço de 48 anos ainda patina no gelo. Dentre os esportes que pratica: hóquei no gelo, patinação ou outros. E é proprietário de uma loja de produtos naturais, um contraste no local. "A loja é um oásis que me ajuda a influenciar de certa forma a vida em Davos", declara Hänggi.

"Financeiramente ela não me traz muito dinheiro", completa. Durante o WEF os clientes regulares escasseiam. "Durante o encontro meus clientes são, sobretudo, participantes do encontro. A loja não está na rua principal, mas sim bastante escondida", conta. Ele não recebeu até hoje nenhuma oferta para alugar a loja a uma empresa durante a semana do WEF. "Mas eu não o faria. Não combina com uma loja de produtos naturais. Os clientes achariam estranho e também acho que não valeria a pena fazê-lo para ganhar entre 10 mil ou 20 mil francos", afirma.

Hänggi tem uma opinião que não é muito bem vista em Davos. "Eu acredito que nós poderíamos viver muito bem sem o WEF. Nós iríamos, sim, começar a pensar de uma forma diferente". Ele vive durante os doze meses em Davos, o que não vale para todos. "Muitos estão aqui apenas durante o inverno. De abril a junho a cidade está morta". Sem o WEF, Davos encontraria uma forma de funcionar durante os doze meses do ano. „Muitos só têm receita nessas duas semanas que dura o evento. O resto do ano é indiferente para muitos deles."