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Mangás quebram tabus sexuais para jovens suíços

Mangás retratando histórias de amor entre homens - escritas, desenhadas e lidas por mulheres - são populares no Japão há mais de duas décadas. Agora o 'yaoi', que se tornou um gênero literário próprio, também conquista cada vez mais leitores entre as adolescentes suíças, provocando um diálogo aberto e vivo sobre a sexualidade. 

Este conteúdo foi publicado em 06. maio 2019 - 15:25

Em Lausanne, cidade localizada ao oeste da Suíça e às margens do lago Leman, a livraria "Tanigama", especializada em mangás e outras formas de quadrinhos japoneses, oferece uma estante inteira para o "yaoi".

Essa uma parte da loja visitada em grande parte por jovens mulheres. Se esse gênero aborda, sobretudo, relações homossexuais entre homens, ele não é popular entre os próprios gays. 

De fato, o "yaoi" é desenhado por mulheres para o público feminino. As leitoras se voltaram originalmente para os quadrinhos yaoi por estarem frustradas com o fato de os mangás retratarem as mulheres de forma submissa, especialmente o mangá shojo 

Aberto ao diálogo

O canal público de televisão RTS entrevistou mulheres que gostam do gênero. Uma delas é Lucille, 13 anos, que explica sua predileção pelo yaoi. "Essas revistas em quadrinhos são bonitas e ensinam você a ter uma mente aberta e que você não pode tomar decisões pelos outros."

Mona, sua mãe, acredita que os quadrinhos ajudam a ter um diálogo aberto sobre sexualidade e gênero. "Existem jovens que questionam sobre a sua orientação sexual. Talvez encontrem essa segurança nos mangás, que tratam do assunto de forma série, sem ridicularizar."

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