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Na linha de frente Como uma farmácia suíça enfrenta os desafios do coronavírus

Na Suíça, apenas farmácias, centros de saúde e lojas de produtos alimentares permaneceram abertas quando o país entrou em confinamento.

As farmácias estão no epicentro da crise de saúde, fazendo o seu melhor para acalmar as pessoas, dar bons conselhos e fornecer os medicamentos que as pessoas precisam, apesar da diminuição dos suprimentos.

A swissinfo.ch visitou a farmácia Murifeld, em Berna, para saber como é a vida na linha de frente. A farmácia é especializada na assistência aos idosos e fornece medicamentos para cinco lares de idosos locais. O pessoal preparou com cuidado suprimentos extras com antecedência, para o caso deles mesmos serem infectados e obrigados a tirar licença por doença. Tudo na loja é desinfectado regularmente e o pessoal lava frequentemente as mãos.

Impulso nas vendas

Entretanto, as vendas subiram 20-30%, com uma demanda especial para bloqueadores de vírus, vitaminas, máscaras faciais e desinfetantes de mãos, que é preparado na farmácia em lotes de 15 litros. No entanto, há um problema no abastecimento de medicamentos, devido à queda da produção na China causada pelo coronavírus.

O gerente da farmácia Jon-Andri Bisaz-Schnyder calcula que a escassez aumentará em algum momento entre o segundo e terceiro trimestre. "Às vezes é preciso mandar as pessoas ao médico para trocar a medicação", diz.

Sobriamente, Bisaz prevê que o vírus continuará a se alastrar nos próximos três a quatro meses, diminuindo no verão, mas depois voltando a aparecer no outono.

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Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch

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