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Negacionistas do covid não merecem leitos nos hospitais, diz economista

Transeuntes em Lucerna respeitando as regras sanitárias Keystone

Os "rebeldes do Corona" deveriam ser tratados com mais severidade, diz Willy Oggier, um economista suíço da área da saúde, como por exemplo, multas pesadas para quem se recusar a usar máscara nos espaços públicos e comércio. 

Este conteúdo foi publicado em 17. novembro 2020 - 15:18
Keystone-SDA/ts

"Eu também proponho que os céticos da Covid sejam inscritos em um registro e percam seu direito a um leito ou lugar de emergência em uma unidade de terapia intensiva em caso de carência", disse Oggier em uma entrevista aos jornais do grupo Tamedia na terça-feira. "Qualquer pessoa acusada de desrespeitar voluntariamente as regras de distanciamento social e higiene deve assumir a responsabilidade por suas ações".

Ele explicou que, de um ponto de vista econômico, "quanto mais relaxadas as medidas, mais rigorosamente devem ser aplicadas - caso contrário, não conseguiremos controlar os índices de infecção com rapidez suficiente".

Oggier disse que recentemente viu repetidamente pessoas na principal estação central de Zurique resistirem aos pedidos da polícia ferroviária de usar uma máscara. "Isso simplesmente não funciona!", disse ele, pedindo que a polícia ferroviária e os serviços de segurança privada possam emitir multas.

Quando foi sugerido a Oggier que a retenção de tratamento hospitalar por mau comportamento soasse mais como uma medida do governo chinês do que da Suíça, ele disse que estava apenas se referindo à hipótese de gargalos [na capacidade hospitalar].

"Quando os hospitais atingem seus limites, os médicos têm que decidir quem fica com o último leito. Acho mais justo que um autoproclamado rebelde Covid perca a vaga do que o paciente mais velho da sala".


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