História e religião

No rastro dos santos da Suíça

Quando as pessoas falam de turismo na Suíça, elas pensam principalmente na sua natureza, às vezes também em suas cidades e castelos. Mas não necessariamente na sua história religiosa. E no entanto, a Suíça tem muitos tesouros que merecem uma visita. Tomar os santos católicos como orientação pode levar a uma viagem de fé, cultura, história e tradições vivas.

Corinna Staffe (ilustração)

Em outubro de 2019, uma pequena costureira de Friburgo, do século 19, foi canonizada no Vaticano após décadas de procedimentos.

Na verdade, não há muitos santos verdadeiramente suíços. Além de Marguerite Bays e Nicolau de Flue, o padroeiro da Suíça, há Maria Bernarda Bütler, freira missionária canonizada em 2008.

Entretanto, a lista de canonizados e beatificados suíços pode incluir até 80 nomes, se levarmos em conta pessoas que não eram suíças ou que viviam em uma época em que a Suíça não existia.

Entre os mais conhecidos estão São Maurício, um soldado romano do Egito, supostamente martirizado no Valais por se recusar a renunciar à sua fé. Verdade ou não, esta história deixou um tesouro arquitetônico e histórico: a Abadia de São Maurício, que já comemorou seus 1500 anos de existência.

Mas a história dos santos não se resume apenas a muros antigos. São também tradições que ainda estão vivas, mesmo que não sejam tão importantes como eram na Idade Média.

Mas a história dos santos não se resume apenas a muros antigos. São também tradições que ainda estão vivas, mesmo que não sejam tão importantes como eram na Idade Média.

Entre essas tradições estão as peregrinações, que experimentaram uma nova vitalidade nos últimos anos. Por exemplo, 347.578 peregrinos chegaram a Santiago de Compostela em 2019, aproximadamente o dobro do número de uma década antes, de acordo com o Gabinete de Peregrinos de Santiago de Compostela.

Não é raro ver caminhantes - crentes ou não - no famoso Caminho Peregrino de Santiago de Compostela, que também atravessa a Suíça. Mas para aqueles que procuram um pouco mais de originalidade, há outro, muito mais exclusivo.

Outro espetáculo que pode parecer anacrônico: as festas dos santos padroeiros. A cerimônia mais impressionante acontece todo começo de dezembro em Fribourg, onde a população se reúne para ver São Nicolau, o santo padroeiro da cidade. A última edição atraiu cerca de 30.000 pessoas.

Só faltava mesmo um bom culto das relíquias para se sentir em plena Idade Média. Mas se a prática não é mais corrente, mexer na questão ainda gera polêmica.


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