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Nobel da Paz falou no Parlamento suíço

C'est debout que les parlementaires ont applaudi Shirin Ebadi.

(Keystone)

Convidada pelo Parlamento suíço para o Dia Internacional da Mulher, a iraniana Shirin Ebadi defendeu um combate ao terrorismo "que não viole os direitos fundamentais".

A jurista iraniana Shirin Ebadi passou o Dia Internacional da Mulher na Suíça. Pela manhã, falou na Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra. A tarde, fez um discurso no Parlamento Suíça, a convite de três deputadas.

Com a autoridade de quem foi a primeira juiza do Irã, que se demitiu depois da revolução islâmica, em 1979, Shirin Ebadi declarou na OIT que as mulheres continuam a sofrer de graves discriminações nos tribunais dos países muçulmanos.

"Diante dos tribunais iranianos, o testemunho de um homem vale o de duas mulheres", afirmou. "Hoje estou vestida de preto para protestar contra as inegalidades de que são vítimas as mulheres no Irã. Os direitos da mulher estão de luto", acrescentou.

Diante do Parlamento suíço, pela tarde, a Nobel da Paz 2003 pediu que os dispositivos das Nações Unidas sejam "reforçados" e que as organizações internacionais garantam a proteção dos defensores dos direitos humanos no mundo.

«Longe da guerra e da brutalidade»

Como já havia feito na OIT, Ebadi reiterou que o Islã respeitasse esses direitos sem os quais "não há paz duradoura."

Shirin Ebadi mostrou-se particularmente preocupada com a condição feminina nos países do sul e lançou um apelo à solidadariedade "longe da guerra e da brutalidade".

"Estamos todos no mesmo barco. Se uma parte pega fogo, o resto também está em perigo", afirmou a Nobel da Paz, antes de concluir: "devemos, todos juntos, salvar o navio da humanidade".

Na Suíça também

Foi a primeira vez que uma mulher estrangeira, que não é parlamentar nem ministra, falou diante do Parlamento suíço, lembrou o presidente da Câmara, Max Binder.

Embora membro do partido mais à direita no governo (UDC), ele homenageou Shirin Ebadi pela "luta corajosa" da advogada iraniana e reconheceu que, na Suíça, a "igualdade também não foi conquistada".

Em toda a Suíça, houve manifestações de mulheres segunda-feira, principalmente com três reinvindicações: maior representação política, contra a reforma da aposentadoria a ser votada em maio (que prevê a extensão da idade da aposentadoria das mulheres para 65 anos), e a introdução na lei do princípio do seguro-maternidade.

swissinfo com agências

Breves

- Nascida em 1947, Shirin Ebadi foi a primeira juíza do Irã, de 1975 1 1979.

- Depois da revolução islâmica, ela foi forçada a abandonar o cargo.

- Logo em seguida, ela é engajada na luta pela democracia, os direitos humanos e particularmente das crianças.

- Em 1996, recebe o prêmio "Human Rights Watch Award".

- Em 2001, ela ganha o prêmio Rafto, distinção noroeguesa pela defesa dos direitos humanos.

- Em 2003, foi a primeira mulher muçulmana a receber o Prêmio Nobel da Paz.

- Shirin Ebadi é casada e mãe de dois filhos adultos.

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