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Nova Orleans apenas começa sua recuperação

A águas se retiram lentamente das ruas de Nova Orleans. swissinfo.ch

Duas semanas depois da passagem do furacão Katrina, Hans Wandfluh afirma a swissinfo que a Nova Orleans ainda não se dobrou.

Este conteúdo foi publicado em 12. setembro 2005 - 14:32

Esse suíço é gerente de um hotel no bairro histórico francês. Durante o furacão, ele ficou no prédio com 20 funcionários e sobreviveu à enchente e aos saqueadores.

A água começou a baixar, mas é uma cidade-fantasma que emerge em meio às ruas cheias de escombros e muito sujas. Os veículos do exército trafegam dificilmente nesse ambiente deserto enquanto os helicópteros ocupam os ares.

A Nova Orleans ainda parece uma zona de guerra e o toque de recolher continua em vigor durante a noite. Quando a reportagem de seissinfo chega ao hotel de Hans Wandfluh, ele já funcionava novamente.

Mesmo será preciso muito tempo para que as luzes de Bourbon Street voltem a brilhar, atrás da porta do hotel o serviço já recomeçou. O FBI montou seu quartel-geral no hotel de 500 quartos, que hospeda também uma base da televisão CNN.

swissinfo: Já faz duas semanas que o furacão devastou a cidade e Nova Orleans ainda parece uma região em guerra. A situação melhorou nos últimos dias?

Hans Wandfluh: Já mudou bastane. Para começar, não temos mais água no prédio. Elas chegaram a 5 metros de altura no hotel mas agora baixaram. Portanto, já melhorou.

Nos primeiros dias, não havia polícia nem soldados do exército. Os policiais estavam ocupados com as operações de socorro ou fugiam para salvar suas vidas, como todo mundo. Agora já temos polícia e exército e estamos protegidos. Os víveres também começaram a chegar.

swissinfo: As autoridades retomaram o controle mas, nos primeiros dias, havia bandos armados que pilhavam de tudo. Como o sr. fez para proteger o hotel?

H. W. : Simplesmente ficamos trancados aqui dentro e lacramos portas e janelas. Eles corriam por toda a praça mas não vieram aqui porque não podiam entrar.

swissinfo: O sr. vive em Nova Orleans há 25 anos. Quanto tempo será preciso para que a cidade volte a funcionar normalmente?

H. W. : É muito difícil dizer. O bairo francês e o centro estão intactos, só precisam de uma boa limpeza. Eu aposto que a vida retomará nesta região dentro de dois ou três meses. Não há dúvida que Nova Orleans reviverá, maior e melhor e que tudo voltará à situação normal.

swissinfo: O sr. acha que um número razável de turistas voltarão para o Natal?

H. W. : Depende do que você considera "razoável", mas eles virão. O norte-americano é um povo maravilhoso e não vai nos esquecer.

Assim que pudermos dizer "estamos abertos para os negócios!", eles virão aqui para sustentarmos, porque sabem que todos foram atingidos. É quase garantido.

swissinfo: A lentidão da reação tem sido muito criticada. O sr. que não saiu daqui, o que acha?

H. W. : Bom, é muito fácil criticar. Sempre é possível procurar responsáveis e os políticos são muito bons nesse jogo.

Mas é muito difícil dizer quem errou. O governo? O presidente? Pessoalmente, acho que são todos responsáveis, de alto a baixo da escala.

Acho, no entanto, que devemos perder menos tempo à procura de culpados do que na reconstrução. Deveríamos tirar lições dessa catástrofe e pensar num futuro melhor.

Entrevista swissinfo, Adam Beaumont, Nova Orleans

Fatos

O hotel Royal Sonesta fica na Bourbon Street, no centro do bairro francês de Nova Órleans.
O estabelecimento tem 500 quartos.
O prédio não foi danificado pelo furacão e recebe novamente seus primeiros cleintes - os agentes do FBI.
Hans Wandfluh é original de Interlaken (cantão de Berna) e dirige o hotel desde 1969.

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