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Novas acusações contra banco suíço na Argentina

Enquanto isso, os argentinos saem às ruas

(Keystone)

Uma deputada argentina, membro da CPI sobre a lavagem de dinheiro, revela ao semanário "Hebdo" que a filial do Crédito Suíço (CSG) está diretamente envolvida na organização da fuga de capitais.

Os bancos estrangeiros presentes na Argentina estavam proibidos de abrir contas para cidadãos argentinos, por decreto do governo, justamente para evitar a fuga de capitais. No entanto, apesar da interdição, 70 milhões de dólares sairam do país nesse período.

Contornar a proibição

O escândalo ocorreu através do Banco General de Negócios (BGN), objeto de investigação na Argentina. Um dos diretores está preso e outro foragido.

Acontece que o Crédito Suíço First Boston, filial do Grupo Crédito Suíço (CSG), detém 23% do capital do banco argentino. O patrão do CSG, Lukas Mühlemann, está no conselho de administração do BGN argentino.

Na edição de quinta-feira, 14.02, a revista suíça "Hebdo", a deputada argentina Gaciela Ocaña, membro da CPI sobre a lavagem de dinheiro, afirma que o banco suíço participou de uma rede destinada a contornar a lei argentina.

Banco suíço responde

A deputada explica que o esquema funcionava com clientes que dispunham de pelo menos 200 mil dólares. Dirigiam-se então a uma casa de câmbio, que enviava o dinheiro para uma agência dos bancos estrangeiros no Uruguai.

Segundo o "Hebdo", o diretor do CS First Boston na Argentina, Andreas Ignacio Keller Sarmiento, está na lista das pessoas interrogadas no inquérito da Justiça argentina.

Em sua sede, em Zurique, o CSG afirma, que "só serve de ponto de contato e não abre contas para clientes argentinos, em conformidade com as regras internacionais".

Investigação na Suíça

Na Suíça, o assunto é visto com seriedade. A Comissão Federal de bancos, órgão de controle do setor bancário e financeiro, pediu um relatório ao CSG.

Em Genebra, no mesmo caso, o juiz Paul Perraudin solicitou ao Crédito Suíço (CSG) que verifique se existe ou existiu uma conta em nome Nicolás Becerra, procurador geral da República, na Argentina.

swissinfo


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