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Novo avanço no combate à surdez

A partir dos 60 anos, 20 a 25% das pessoas têm problemas auditivos.

(www.phonak.ch)

Pesquisadores suíços testam com êxito em animais de laboratório terapia que dificulta morte prematura de células, processo que leva à surdez. São consideradas boas as perspectivas de combate à doença no homem.

Empresa espera explorar esse mercado potencialmente bilionário.

A pesquisa é realizada pelo Centro Hospitalar Universitário de Cantão de Vaud - CHUV - por vários especialistas que conseguiram "inibir" o processo de morte das células que resulta em perda da audição.

Otimismo

Segundo o biologista Christophe Bonny, um dos principais implicados na pesquisa, já se chegou à fase pré-clínica. E o especialista estima que "os resultados sejam transferíveis ao homem", explicando que "a estrutura da orelha interna é idêntica em todos os mamíferos e seu tamanho varia pouco, seja a do rato, seja a do elefante".

O biólogo está, portanto, otimista: "Se conseguirmos provar a eficácia de nossa terapia, teremos campo livre para desenvolver outras moléculas".

Histórico

O projeto nasceu nos laboratórios do hospital universitário mencionado, em 1999. Em pesquisa sobre diabetes, foi identificada pela equipe uma molécula capaz de impedir a morte de células produtoras de insulina. Esse agente bloqueia a enzima que provoca a destruição celular.

A equipe de Dr Bonny transformou então essa proteína complexa em instrumento terapêutico comercializável. Foi sintetizada uma seqüência ativa, composta por uns vinte ácidos aminados (portadores de informação genética).

"Faltava fazer que o inibidor penetrasse na célula, explica o biologista. Nós adaptamos um transportador de nove ácidos aminados, que acoplamos à nossa seqüência".

Aplicações

Segundo o especialista, esse transportador é uma "maravilha" porque é fácil fazê-lo penetrar rapidamente na célula, é extremamente estável e garante proteção por várias semanas".

Dr Bonny fala também das "vantagens" da molécula: "Pode ser produzida quimicamente em grandes quantidades e a custos razoáveis". Afirma também que a descoberta poderia ter aplicações no combate a doenças como Alzheimer e Parkinson.

Atualmente são realizadas pesquisas sobre surdez, ataques cerebrais, transplante de órgãos e diabetes. E, afirma o pesquisador, não se observou efeito tóxico nos animais. Mas observa que serão necessários testes toxicológicos antes de se passar à fase clínica, ou seja, ao tratamento de pessoas.

Potencial

Diferentes acidentes geram anualmente problemas auditivos em 300 mil pessoas no mundo. Perda parcial da audição pode ser provocada também por certos antibióticos e quimioterapias, lembra Dr Bonny.

Acresce que a parti rdos 60 anos, 20 a 25% dos homens e mulheres sofrem de déficit auditivo. Os dois tipos de surdez se explicam pela morte das mesmas células, destaca o biologista.

Para uma empresa que se lançasse no setor, o mercado é importante, sendo estimado em bilhões de dólares.

Em Lausanne, onde se encontra o CHUV, Dr Christophe Bonny já criou, com quatro colaboradores, uma empresa destinada a explorar esse filão (empresa Xigen).

swissinfo com agências

Fatos

Acidentes diversos deixam mais de 300 mil pessoas surdas por ano.

Pelos menos 20% dos sexagenários têm déficit auditivo.

Seriam necessários 10 milhões de francos suíços ( € 6.85 milhões) para desenvolver a fase clínica dessa pesquisa.

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