Navegação

Menu Skip link

Funcionalidade principal

O desafio da economia suíça frente a Europa dos 25

A partir de 1° de maio, as empresas suíças terão novas possibilidades na Europa do Leste.

(Keystone)

Em pane de crescimento, a economia suíça deverá enfrentar outros desafios com a entrada de mais dez países na União Européia.

Os setores exportadores serão beneficiados mas o mercado interno deverá sofrer mudanças para poder tirar proveito da retomada do crescimento.

Vários especialistas e a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) concordam que a economia suíça atravessa um período difícil há aproximadamente dez anos.

No momento em que dez países da Europa central e oriental entrarão na União Européia (UE), a economia suíça parece isolada no meio de um continente cada vez mais interpedependente.

No entanto, a ampliação da UE aparentemente não preocupa em demasia os patrões suíços que a consideram como uma oportunidade de conquistar novos mercados.

A ampliação como alavanca

«A ampliação da UE é a melhor incitação a desenvolver o comércio e posicionar nossas empresas num mercado de futuro para os nossos projetos", afirma Catherine Lance, chefe de projetos na economiasuíça, principal organização patronal do país.

As oportunidades já existem desde a queda do muro de Berlin, em 1989. Mas a natureza selvagem da economia, que caracterizava esses países até pouco tempo atrás, comportava muitos riscos para os investidores.

Não respeito de contratos, de prazos, mercadorias que desapareciam, justiça inoperante, falta de pagamento etc. Muitas empresas estrangeiras tiveram problemas desse tipo.

Mas eles evoluiram rápido e o fato de aderirem à UE significa que as práticas comerciais serão as mesmas em vigor na UE.

Uma sorte para os suíços?

Para as empresas suíças, as vantagens devem começar com uma admistração mais simples.

"Os dez sistemas nacionais diferentes que vigoram atualmente serão similares aos dos demais países da UE. Isso vai facilitar muito o trabalho das empresas que pretenderão se implantar ou se desenvolver nesses países", prevê atherine Lance.

Além das simplificações, as relações econômica e comerciais entre a Suíça e os novos membros serão reguladas pelo acordo de livre comércio concluido em 1972 com a UE e pelos acordos bilaterais assinados em 1999. Esse contexto dará alguma segurança aos investidores.

"Ao entrarem na UE, esses países mostram aos outros que aplicarão o mesmo direito e da mesma maneira que os outros países", afirma o professor do Instituto de Estudos Europeus de Genebra, René Schwok.

"Isso tornará os investimentos mais rentáveis, até porque o crescimento econômico dos novos membros tem sido superior ao dos antigos membros", acrescenta.

Um potencial a desenvolver

Segundo um estudo do Grupo Crédito Suíço, segundo maior banco do país, sobre o impacto da ampliação da Europa, apenas 2,5% do comércio exterior suíço é feito com esses dez países.

Polônia, Hungria e República Checa, juntos, recebem somente 1% dos investimentos diretos suíços no exterior. O potencial existe mas será preciso contar com a concorrência dos demais países membros da UE.

O estudo do CSG identifica principalmente três setores susceptíveis de um crescimento substancial: produtos químicos, máquinas e eletrônica. A esses três setores, René Schwok acrescenta o setor financeiro.

"Bancos, seguros, resseguros, negócios são atividades em que os suíços podem distinguir-se", explica o professor.

Nada de espetacular

A ampliação da UE não provocará uma verdadeira explosão das exportações suíças. Certos setores vão tirar proveito mas de maneira relativamente marginal.

Quanto ao crescimento econômico interno, é necessária uma reforma para lutar contra os cartéis, melhorar a transparência e facilitar a criação de empresas.

Essa reforma foi feita na UE mas o governo suíço vem tentando há muito tempo, sem resultados significativos.

swissinfo, Jean-Didier Revoin
Adaptação: Claudinê Gonçalves

Breves

- A Suíça tem dois terços do comércio exterior com a UE.

- Dia 1° de maio, Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria, Polônia, República Checa, Esolováquia, Eslovênia, Chipre e Malta passarão a integrar a UE.

- As relações econômicas da Suíça com esses países serão reguladas pelo acordo de libre comércio com a UE (1972) e os acordos bilaterais I (1989).

- As empresas suíças poderão se condidatar à concorrência dos mercados públicos desses países.

- Por enquanto, a Suíça tem 2,5% do comércio exterior com esses países.

- Os setores mais promissores são química, máquinas e eletrônica, segundo estudo do Crédito Suíço, segundo maior banco do país.

Aqui termina o infobox


Links

×