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Obras roubadas foram destruidas

Polícia francesa encontrou boa parte das obras dentro do rio Keystone

Um garçon francês preso na Suíça tinha uma coleção impressionante de obra de arte roubadas. Sua mãe, com medo de ser pega, destruiu quase toda a coleção.

Este conteúdo foi publicado em 21. maio 2002 - 16:02

Apaixonado por obras de arte, um garçon de 31 anos roubou 172 objetos de arte de museus na Suíça, França e Bélgica. Como ele não roubava para vender, a polícia suíça conseguiu detê-lo somente em novembro do ano passado, perto de Lucerna, onde ele acabara de roubar uma peça de um museu.

Um verdadeiro museu

Ele vivia com a mãe perto de Mulhouse, nordeste da França e próximo da fronteira suíça. A senhora percebia que seu apartamento tornava-se uma espécie de museu mas o filho dizia que arrematava as obras em leilões.

Na verdade, roubava nos museus onde entrava como visitante e tinha um gosto particular por obras dos séculos XVII e XVIII. Esculturas, cerâmicas e pinturas de grandes mestres, todas de tamanho pequeno, eram suas preferidas.

Julgamento na Suíça

Quando detido na Suíça, a mãe do garçon, com receio de ser acusada de receptora, destruiu mais de cem peças da coleção. Picou e jogou no lixo pinturas de mestres como Bruegel, roubada de um museu belga.

Interrogada pela polícia francesa, a mãe do garçon confessou que o que não conseguira destruir, jogara em canal do rio Reno, perto da fronteira suíça. A polícia encontrou 107 obras dentro do canal, quase todas destruidas.

O autor dos furtos aguarda processo em detenção pelas obras roubadas na Suíça.

swissinfo com agências

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