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ONU descobre aparelhos de escuta em Genebra

Quem são os responsáveis pela espionagem no Palácio das Nações? Keystone

Na sede européia da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, funcionários descobriram aparelhos de escuta escondidos num dos salões mais freqüentados pelos diplomatas.

Este conteúdo foi publicado em 17. dezembro 2004 - 11:55

O sistema refinado de espionagem ainda não foi identificado e não se sabe sua origem. Possivelmente o aparelho vem da Europa do leste.

A notícia foi revelada pela televisão suíça no noticiário noturno na quinta-feira (16 de dezembro). Ela revela que operários encarregados dos trabalhos de renovação no chamado “salão francês” no Palácio das Nações, a sede européia da ONU em Genebra, descobriram por trás das paredes uma sofisticada instalação de escuta clandestina.

Marie Heuzé, porta-voz da ONU, confirmou a informação: - “Nosso inquérito ainda não conseguiu determinar quando o aparelho foi instalado e por quem”.

Origem provável no leste europeu

Com base nas fotos realizadas da aparelhagem, um especialista consultado pelos jornalistas da TV suíça estima que o material é de origem russa ou de algum país da Europa do leste. Seu tamanho indica que deve ter sido fabricado há três ou quatro anos.

O especialista não confirma o envolvimento dos serviços secretos russos: - “No mundo da espionagem, também é comum utilizar material de outros países para despistar”.

Também interrogado pelos repórteres, Jacques Baud, autor de uma enciclopédia sobre a espionagem, lembra que “depois da Guerra Fria, essa é a primeira vez que um sistema de escuta é encontrado nas instalações da ONU”.

Não há segredo

O chamado “salão francês” é uma das mais belas salas do Palácio das Nações em Genebra. Nesse local ocorrem todas as quartas-feiras conferências de vídeo entre diretores de Genebra e Nova Iorque.

“Não se trata de uma sala para negociações, porém ela é um local de prestígio e também espaço que serve aos chefes de delegações estrangeiras”, afirma Marie Heuzé. Na última vez, ela foi utilizada por uma delegação da França, que participava de um encontro de ministros de Relações Exteriores dos EUA, Rússia, China e Grã-Bretanha.

“Antes de votar no Conselho de Segurança, as delegações procuram utilizar táticas diversas para alinhar outros países às suas posições”, explica Jacques Baud. Não se tratam de assuntos secretos, porém é possível que algumas pessoas tenham interesse de saber o que os adversários estão preparando.

swissinfo e agências

Breves

- Em fevereiro, um ex-ministro do governo inglês de Tony Blair revelou à imprensa que, antes do início da guerra no Iraque, o secretário-geral das Nações Unidas havia sido espionado por agentes britânicos.

- Recentemente, o jornal americano Washington Post acusou os serviços secretos americanos de ter interceptado conversações telefônicas entre Mohamed El Baradei, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e diplomatas iraquianos.

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