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Operários trabalham em estádio em construção, que vai receber jogos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2018 em São Petersbugo, na Rússia. 03/10/2016 REUTERS/Pawel Kopczynski

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MOSCOU (Reuters) - A entidade de direitos humanos Human Rights Watch (HRW) disse nesta quarta-feira que documentou casos em que operários das obras dos estádios da Copa do Mundo de 2018 na Rússia ficaram sem pagamento, foram obrigados a trabalhar em condições perigosamente frias ou sofreram represálias por manifestar suas preocupações.

Em 2016 a Fifa anunciou a implantação de um sistema de monitoramento das condições de trabalho nos estádios do Mundial da Rússia, que afirma ter ajudado a melhorar os padrões de trabalho.

Mas, em um comunicado acompanhando um relatório sobre o Mundial da Rússia, a diretora-associada da HRW para Europa e Ásia Central, Jane Buchanan, disse: "Os operários dos estádios da Copa do Mundo enfrentam exploração e abusos, e a Fifa ainda não mostrou que consegue monitorar, evitar e remediar efetivamente estes problemas".

A Fifa disse que "embora o descumprimento de padrões de trabalho relevantes continuem a ser encontrado --algo a se esperar em um projeto dessa escala-- a mensagem geral de exploração nos locais de construção retratadas pela HRW não corresponde à avaliação da Fifa".

Um porta-voz da federação disse que a avaliação da Fifa tem como base inspeções trimestrais realizadas por especialistas independentes e representantes de sindicatos de trabalhadores.

A Fifa também afirmou que são as autoridades russas que "em última instância têm a responsabilidade de proteger os direitos humanos e trabalhistas em seu território e fazer com que as construtoras sejam responsabilizadas".

A Rússia irá sediar a Copa do Mundo em julho de 2018 em 12 estádios de 11 cidades, incluindo Moscou, São Petersburgo, Kazan e Sochi. Estas quatro cidades receberão partidas da Copa das Confederações, torneio que começa no sábado e irá contar com a atual campeã mundial, a Alemanha, campeões continentais e o país-sede.

O comitê organizador da Copa da Rússia não estava disponível de imediato para comentar. Em maio, o vice-primeiro-ministro, Vitaly Mutko, disse à agência de notícias Tass que os trabalhos de construção do estádio de São Petersburgo cumprem os requerimentos da Fifa e que os direitos dos trabalhadores não estão sendo violados.

(Reportagem da redação de Moscou)

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Reuters