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Operadora dobra-se a ordens do governo

Jens Alder e sua equipe continuam à frente da swisscom. Keystone

O maior grupo suíço de telecomunicações cedeu às pressões do governo federal e interrompeu suas negociações para a compra da empresa irlandesa Eircom.

Este conteúdo foi publicado em 05. dezembro 2005 - 16:00

A swissscom rompeu seu silêncio acerca da controvérsia sobre seu futuro. Enquanto uma nova estratégia está em elaboração, sua direção é mantida.

As novas diretrizes da Swisscom serão elaboradas até o final do ano, anunciou a empresa nesta segunda-feira (05/12), através de um comunicado à imprensa.

Ela confirma que as negociações com vistas à compra da companhia irlandesa Eircom foram interrompidas depois que o governo federal decido bloquear a expansão interacional da empresa, antes de sua privatização.

Graves inquietações

«A controvérsia dos últimos dias", suscitou "graves inquietações entre os acionistas, clientes e funcionários", lamenta o maior grupo de telecomunicações da Suíça. Seus diretores e representantes da Confederação se reuniram várias vezes" a fim de esclarecer a posição do Estado.

Ficou decidido que haverá novas diretivas e objetivos, a serem fixados pelo governo federal. Enquanto isso, Swisscom compromete-se a não realizar qualquer operação de compra no extrangeiro de outro operador.

Uma visão clara

Swisscom afirma ainda que os objetivos 2006-09 "deverão obrigatoriamente conter afirmações precisas".

Entre elas, o comunicado enfatiza a questão da conformidade à lei das telecomunicações, da estratégia no plano internacional, a política de distribuição, o processo de privatização e as instruções dadas ao representante do Estado no conselho de administração.

A operadora quer ainda uma política clara de comunicação do governo federal e afirma que "os objetivos estratégicos definidos no plano de quadrienal não podem variar".

Garantir a confiança

Essas precisões devem permitir "garantir a confiança dos investidores e ao conselho de administração de exercer plenamente suas funções, conforme o direito acionário e ao direito do mercado de capitais", segundo o comunicado.

Acerca da privatização, Swisscom não quer que o Estado tenha privilégios (golden share) e insiste que se o se Estado mantiver como acionista minoritário, deve ser seguida a regra de uma ação, um voto.

O centro da controvérsia

A controvérsia atual começou dia 24 de novembro quando o governo federal anunciou que o Ministério das Finanças elaborava um projeto de revisão da lei sobre as empresas de telecomunicações.

O motivo alegado é que no contexto altamente concorrencial das telecomunicações, a Confederação não mais o acionista ideal para a Swisscom. Além disso, esse contexto implica assumir riscos que a Confederação estima que não pode assumir.

No dia seguinte a essas declarações, o governo federal anunciou que se opunha a que Swisscom compre participações no estrangeiro, limitando os planos expansão da empresa que considera saturado o mercado suíço.

swissinfo et les agences

Fatos

O Estado suíço detém 66% das ações da Swisscom; isso corresponde a 17 bilhões de francos suíços, na cotação atual da Bolsa suíça.
Desde 1998, as ações do Estado deram lucro de 9 bilhões de francos suíços.
Parte do capital é dividido entre 65 mil acionistas, a maioria suíços.
Comparativamente, o Estado alemão detém 37% da Deutsche Telekom.
O Estado francês detém 33% da France Telecom.
A Itália não tem mais participação estatal no setor, desde 2000.
Swisscom perdeu o monopólio na Suíça desde 1997.

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